quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O discurso

Essa peguei no blog do Wagner Moura.

A garotinha que aparece no vídeo abaixo é a Lia, tem 12 anos e é canadense. A escola dela organizou uma competição de discursos, e ela resolveu participar...

E levou o primeiro lugar, não sem polêmicas, mas levou!

Agora vai como representante da escola na fase regional da competição, amanhã. A história de Lia é contada por seus pais, em inglês, nesse site "Bond for Life". Eles pedem orações por ela.

E sobre o que ela falou?

Vejam...





Tal exemplo me fez lembrar das palavras de São Josemaria Escrivá, que alguns dias atrás eu comentei aqui no blog.


UPDATE 19/02/09:

Mesmo tendo sido a melhor na opinião de alguns professores e de quem assistiu, infelizmente Lia perdeu a etapa que disputou ontem, parece que "o tema não ajudou". Mas seu discurso parece já ter dado frutos, há relatos de que pelo menos uma mulher desistiu de realizar um aborto após assistir o vídeo.

2 comentários:

Emerson disse...

Esta menina já é minha heroína. Demonstrando ter mais massa encefálica do que muitas mulheres acéfalas, este dom de Deus tem o raro dom da língua e do bom discurso. Que Deus esteja com ela.

Emerson disse...

O que a mãe sente

Como se dá com outras técnicas médicas, o aborto acarreta certa medida de risco e de dor. Durante a gravidez, o colo do útero, ou cérvix, fica hermeticamente fechado para manter o bebê seguro. Dilatar o colo do útero e inserir instrumentos pode ser doloroso e traumático. O aborto por sucção pode levar mais ou menos 30 minutos, durante os quais algumas mulheres talvez sintam dores de moderadas a intensas e cãibras. No aborto por solução salina, induz-se trabalho de parto prematuro, às vezes com a ajuda de prostaglandina, substância que dá início ao trabalho de parto. As contrações podem durar horas ou até dias e podem ser dolorosas e emocionalmente extenuantes.

Entre as complicações imediatas do aborto estão hemorragia, danos ou lacerações no colo do útero, perfuração do útero, coágulos sanguíneos, reação à anestesia, convulsões, febre, calafrios e vômitos. O perigo de infecção é especialmente alto quando pedaços do bebê ou da placenta ficam no útero. É comum a realização de abortos incompletos, de modo que talvez seja preciso uma cirurgia para a remoção de tecido em decomposição deixado no útero ou até do próprio útero. Estudos governamentais feitos nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e na ex-Tchecoslováquia sugerem que o aborto aumenta muito as possibilidades posteriores de infertilidade, gravidez tubária, aborto espontâneo, parto prematuro e defeitos congênitos.

O ex-diretor nacional de saúde dos EUA, C. Everett Koop, comentou que ninguém fez “um estudo da reação emocional ou do sentimento de culpa da mulher que se submete a um aborto e depois deseja desesperadamente ter um filho que não pode ter”.

Os estudos sobre o aborto deviam ter incluído nos grupos de controle jovens cristãos castos que permanecem virgens por respeito à vida e às leis de Deus. Teriam constatado que esses jovens têm relacionamentos mais saudáveis, maior auto-estima e duradoura paz mental.

O que o bebê sente

O que sente o bebê que, aninhado em segurança no aconchego do útero da mãe, é subitamente atacado com força mortífera? Só se pode imaginar, pois essa história nunca será contada em primeira mão.

A maioria dos abortos é realizada nas primeiras 12 semanas de vida. Nesse estágio, o pequenino feto exercita a respiração e a deglutição, e seu coração já bate. Ele pode dobrar os dedinhos dos pés, fechar a mãozinha, revirar-se em seu mundo aquoso — e sentir dor.

Muitos fetos são arrancados do útero e sugados para dentro dum recipiente por um tubo de vácuo com extremidade pontuda. Esse processo é chamado de aspiração a vácuo. A possante sucção (29 vezes superior à potência dum aspirador de pó doméstico) dilacera o corpinho. Outros bebês são abortados por dilatação e curetagem, processo em que um bisturi em forma de alça raspa a parede interna do útero, fazendo em pedaços o bebê.

Fetos com mais de 16 semanas podem morrer pelo método de aborto por solução salina, ou envenenamento por sal. Uma longa agulha perfura a bolsa d’água, retira parte do líquido amniótico e o substitui por solução salina concentrada. À medida que o bebê engole e respira, enchendo seus delicados pulmões com essa solução tóxica, ele se debate e tem convulsões. O efeito cáustico do veneno destrói a camada superficial de pele, deixando-a em carne viva e engelhada. O cérebro pode apresentar hemorragia. Uma morte dolorosa talvez ocorra dentro de algumas horas, embora vez por outra, quando o trabalho de parto começa mais ou menos um dia depois, o bebê seja expulso ainda vivo, mas agonizante.

Se o bebê está desenvolvido demais para ser morto por esses métodos ou por métodos similares, resta uma opção: a histerotomia, incisão cesariana com objetivo desvirtuado, ou seja, pôr fim à vida em vez de salvá-la. O abdômen da mãe é aberto cirurgicamente, e quase sempre se retira o bebê ainda vivo. Ele talvez chegue até a chorar. Mas tem de morrer. Alguns são deliberadamente mortos por sufocamento, afogamento ou outros meios.

O que o médico sente

Por séculos os médicos têm aceitado os valores expressos no venerado juramento hipocrático que diz, em parte: “Jamais, para agradar alguém, prescreverei uma droga mortal, nem darei um conselho que possa causar a morte. Nunca darei a uma mulher um pessário para causar o abortamento. Preservarei a pureza . . . da minha arte.”

Que conflitos éticos confrontam os médicos que interrompem a vida no útero? O Dr. George Flesh descreve-o da seguinte maneira: “Meus primeiros abortos, como médico residente, não me causaram nenhuma aflição emocional. . . . Minha insatisfação começou depois de centenas de abortos. . . . Por que mudei? Logo no começo da minha carreira, um casal me procurou e solicitou um aborto. Visto que o colo do útero da paciente estava rígido, não consegui dilatá-lo para realizar o aborto. Pedi-lhe que voltasse uma semana depois, quando o colo do útero estaria mais maleável. O casal retornou e me disse que havia mudado de idéia. Realizei o parto sete meses depois.

“Anos mais tarde, brinquei com o pequeno Jeffrey na piscina do clube de tênis do qual seus pais e eu éramos sócios. Ele era feliz e bonito. Fiquei horrorizado ao pensar que um obstáculo técnico fora tudo o que me impediu de pôr fim à vida que o Jeffrey teria. . . . Creio que dilacerar um feto desenvolvido, membro por membro, simplesmente a pedido da mãe, é um ato de depravação que a sociedade não devia permitir.”

Uma enfermeira que deixou de ajudar em abortos comentou sobre seu serviço numa clínica de abortos: “Uma das nossas tarefas era contar os pedaços. . . . Se a moça vai para casa com pedaços do bebê ainda no útero, podem surgir problemas graves. Eu examinava cuidadosamente os pedaços para ter certeza de que havia dois braços, duas pernas, o tronco, a cabeça. . . . Tenho quatro filhos. . . . Havia um enorme conflito entre minha vida profissional e minha vida pessoal que eu não conseguia conciliar. . . . O aborto é uma questão difícil.”