domingo, 12 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Via-Sacra dos inocentes

ATENÇÃO: HÁ IMAGENS FORTES



As imagens abaixo são fortes, mas creio ser oportuno mostrá-las. São imagens que os movimentos abortistas escondem, caso contrário ficaria nítido a monstruosidade que defendem.

Será que as inúmeras mulheres que se submetem a um aborto, principalmente as que são influenciadas por ONG's abortistas, o realizariam se vissem o que acontece com a pequena e indefesa vida que traz em seu ventre?

Aliás, ventre criado por Deus para ser recanto de amor e de aconchego, porto seguro da vida que está se formando desde o primeiro instante da concepção. Ventre que tristemente acaba se tornando calabouço, local de terror e de morte...

A propósito, você já viu a reação desesperada de um bebê de 12 semanas ao ser vítima de um aborto? Não? Então assista a parte 3 do documentário "O Grito Silencioso" (clique aqui). O documentário é do médico dr. Bernard Nathanson, que de abortista convicto converteu-se a ardoroso militante pró-vida após ver, através de uma ultra-sonografia, o quão terrível era o ato que por milhares de vezes repetiu.

Todas essas imagens escancaram exatamente o que é o aborto: um assassinato. E assassinato de uma vida inocente e indefesa. Indefesa porque não pode reagir, se torna refém de sua própria mãe e dentro de sua própria "casinha". A vida a qual esse bebê tem um inalienável direito, lhe é brutalmente tirada.








Via-Sacra dos inocentes

Texto: Richard Thaimann





1- CONDENAÇÃO










Eu fui condenado à morte antes de ter nascido.

A mim ninguém deu amor, pois a mim ninguém quer.












2- JESUS COM A CRUZ







Carregaram-me com a maldição de ser indesejado.

Todos me amaldiçoam, terei de ser “eliminado”.










3- PRIMEIRA QUEDA




Eu sou um pecado, “uma queda”.

“Ninguém pode ser obrigado a carregar o erro de uma gravidez não desejada!”







4- ENCONTRO COM A MÃE
















Quão doloroso, Senhor, foi o teu encontro!

Eu... eu não tenho mãe que me encontre e chore!

Eu estou encarcerado no ventre de uma mulher que manda me matar!






5- O CIRINEU




Alguém ajudou-te a levar a cruz.

A mim... a mim ninguém ajuda!

O médico dará à mamãe um narcótico para que ela não sofra quando eu sofrer a morte!







6- A VERÔNICA




Oh! Quem me dera uma Verônica que me consolasse na minha condenação!

Ninguém sabe da minha situação!

A “lei” cala os próprios cristãos!








7- SEGUNDA QUEDA




É fácil mandar me matar enquanto sou pequeno!

Meu pai faz cálculos; quanto vou lhe custar?

Minha morte sai “mais barato”!

Daí... tenho que morrer!






8- AS MULHERES




De que te serviram, Senhor, as lágrimas das mulheres?

Não puderam impedir a tua morte!

De que me valem as “leis”? “Legalizam” a minha morte!






9- TERCEIRA QUEDA


















A queda é fatal: eu tenho que morrer!

Estão confirmados os cálculos: não há lugar para mim! Não há um pedacinho de pão para mim neste vale de lágrimas.

Tenho que morrer!






10- JESUS DESPIDO




A ti despiram-te de suas vestes. Eu nunca tive uma veste!

Apenas a minha pele.

Mas mesmo assim... agarram-me com segurança!






11- CRUCIFICAÇÃO


















A ti pregaram numa cruz.

A mim partem em pedaços.

E também “contam todos os pedacinhos...” para terem a certeza de que mamãe não ficará com infecção.






12- MORTE NA CRUZ




Tu morres.

Eu também.

Tu és inocente.

Eu também.

Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino... no teu Reino de Vida Eterna.






13- DESCIDO DA CRUZ




Morto, pudeste repousar no regaço de quem nasceste...

Mas a mim renovam-me apenas a maldição...

Porque serei uma carga a pesar... na consciência!







14- NO TÚMULO
















A ti ofereceram um túmulo.

Para mim, apenas o monturo de lixo!

Lá esperarei o Juízo Final, quando terei de fazer o meu depoimento contra “meus pais”.










sexta-feira, 27 de março de 2009

Racista!

Em infeliz declaração, Lula diz que crise foi causada por "brancos de olhos azuis" e cobra decisões no G20.

Se fosse qualquer outro e a frase fosse: "a crise é causada por gente preta e de cabelo duro", teríamos certamente a antecipação do Apocalipse sobre o infeliz.

Mas como tal sentença foi proferida por nosso vergonhoso presidente, esse ato de puro racismo não ganha tanta repercussão. Eu até gostaria que isso acontecesse devido ao pouco crédito dado ao senhor Lula, isto é, ele é tão estúpido em suas declarações que ninguém mais dá ouvidos. Mas temo não ser bem essa a razão...

Lula usa e abusa de uma imagem que muitos tem medo de mexer: o de pobre retirante nordestino, que virou metalúrgico, afastado do trabalho por um (peculiar, diga-se) acidente de trabalho, líder sindical e presidente da República Federativa do Brasil. Uma epopeia, sem dúvida, mas não muito virtuosa, pois chegou a seu termo ao custo da verdade, da ética e da boa política.

Talvez por isso, por "respeito" a essa imagem e ao que ela evoca, as bobagens que ele diga não ganhem tanta repercussão midiática.

De qualquer forma, vou ficar mesmo é aguardando manifestações raivosas de ONG's anti-racismo espalhadas Brasil afora. Com certeza não se calarão diante de tão descabida declaração de nosso presidente.

Ou será que estou sendo muito ingênuo?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Não me cobrem!

Lula lançou seu pacote habitacional, batizado de "Minha Casa, Minha Vida".

Apesar dele negar, está claro de que se trata de um pacote eleitoreiro.

O mais interessante dessa vez, pra mim, foi o fato de Lula não estipular prazo para seu projeto e desde já fugir de qualquer cobrança!

Na prática não há novidade nisso, mas o mesmo ter a cara-de-pau de afirmar que "gostaria de terminar em 2009, mas se não der tem 2010, ... 2011, ..."... "Não tem limite de tempo, portanto não me cobrem" .

Fica fácil governar desse jeito. Lança-se um projeto sem data para ser entregue. Se não der, fica pra 2011 e se aí estiver um presidente que não seja da trupe de Lula, melhor ainda! A culpa passar a ser do sucessor, que não soube dar andamento no projeto.

E tem quem ainda acredite na retidão e bondade desse senhor...

Edward Green: "O Papa está certo!"

Você já ouviu falar em Edward Green? Não? Nem eu...

Provavelmente os digníssimos jornalistas brasileiros também não, visto não encontrarmos referências a ele por aqui.

E por qual motivo agora estou falando nele?

Bem, Edward Green é médico, antropólogo e uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele também é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard.

O mais interessante é que Green afirma estar certo o Papa Bento XVI quando prega a castidade e a fidelidade conjugal no lugar dos preservativos como melhor forma de combate a AIDS!

Quando é para atacar o Papa e a Igreja Católica, qualquer "zé mané" ganha voz na mídia. Quando é para dar razão, até as maiores autoridades são silenciadas...

Leia mais sobre isso no blog do Reinaldo Azevedo.

sábado, 21 de março de 2009

Catolicismo pretensioso

Recomendo a todos a leitura dos absurdos ditos pela senhora "Ébete Nuñez" e a excelente refutação do Fabrício Ribeiro.

Está no blog dele, o Palavras Apenas.

Infelizmente, da mesma laia desta senhora existem muitos católicos hoje. São cegos ao meio-dia. Não enxergam o óbvio. Não sabem qual é a missão de um bispo, qual é a missão da Igreja. E saem propagando as mais absurdas teses.

São católicos que já não suportam mais a Sã Doutrina da Salvação, pelo desejo de ouvir novidades seguem outros mestres e se afastam da verdade se atirando as mais diversas fábulas (2Tm 4, 3-4).

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cientistas e intelectuais se manifestam contra aborto na Espanha

Cientistas e intelectuais se manifestam contra aborto na Espanha

da France Presse, em Madri

Uma associação contra o aborto apresentou nesta terça-feira (17) um manifesto assinado por centenas de cientistas e intelectuais contra o projeto do governo para legalizar a interrupção voluntária da gravidez dentro de um prazo determinado.

Os assinantes consideram no manifesto "que o aborto é um ato simples e cruel de interrupção de uma vida humana", afirmando que a vida começa no momento da fecundação.


Campanha antiaborto traz bebê comparado à preservação de espécies

na Espanha; cientistas assinam manifesto contra a prática


"Quase mil cientistas e intelectuais assinaram o texto", afirmou, durante entrevista à imprensa, um dos promotores da iniciativa, Nicolás Jouve de la Barreda, professor de genética da Universidade de Alcalá de Henares, em Madri.

A iniciativa da associação HazteOir, que é contra o aborto e a eutanásia e a favor da família como instituição básica da ordem social, coincide com o lançamento, pela Igreja espanhola, de uma polêmica campanha publicitária contra o aborto.

Os bispos espanhóis lançaram uma campanha para denunciar o fato de espécies animais ameaçadas estarem mais protegidas, segundo eles, do que embriões humanos na Espanha.
O fundador de HazteOir, Ignacio Arsuaga, que se declara católico, considerou que a campanha dos bispos foi muito bem-feita e aborda bem o problema.

Na campanha dos bispos, um bebê aparece ao lado de um lince ibérico --espécie protegida na Espanha por sua vulnerabilidade--, com a frase "Lince protegido". O bebê pergunta: "E eu?" e, acrescenta, "Proteja minha vida!"

O governo espanhol quer permitir o aborto livre legal dentro de um prazo de gestação limitado, como já ocorre em diversos países europeus.

Atualmente, o aborto é permitido no país durante as primeiras 12 semanas de gestação em caso de estupro, 22 semanas em caso de má-formação do feto, e sem limite de tempo em caso de risco físico ou psíquico para a mãe.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Campanha da Fraternidade 2009

Um interessante vídeo sobre a Campanha da Fraternidade 2009.

Vale a pena ver e refletir...




sexta-feira, 13 de março de 2009

A carta do Papa aos bispos

Num gesto de grande humildade, Bento XVI escreveu uma carta aos bispos da Igreja Católica a propósito da remissão da excomunhão aos quatro Bispos consagrados pelo Arcebispo Lefebvre.

Nessa carta ele "abre o coração" aos bispos e a todos os fiéis católicos. Como um pai falando a seus amados filhos, expõe não só suas razões para estar trabalhando pela total reconciliação da FSSPX com a Igreja, mas também sua amargura pelas duras críticas que recebeu dos próprios católicos, de sua preocupação pelo fato da Fé não vir recebendo o devido alimento em várias regiões do mundo, ensina mais uma vez a verdadeira chave de leitura do Concílio Vaticano II e espera com tudo isso contribuir para paz dentro da Igreja Católica Apostólica Romana.

Em alguma das reportagens que li sobre o assunto, um repórter bem notou que não é comum um papa escrever uma carta para se justificar perante os bispos. De fato, é incomum tal atitude em um Soberano Pontífice. E até por isso, o gesto de Bento XVI ganha uma relevância maior!

Porém, incomum é também a terrível onda de ataques que o Santo Padre vinha recebendo por conta do levantamento das excomunhões dos quatro bispos ordenados por Marcel Lefebvre em 1988, principalmente porque na esteira desse gesto foi divulgada a desastrosa declaração de Richard Williamson sobre o Holocausto (sem esquecer que esse gesto do papa para com a FSSPX é ato contínuo com a liberação da Missa de São Pio V feita através do Motu Próprio Summorum Pontificum, que por si só já tinha despertado a ira dos inimigos da Igreja e do Papa).

Críticas ao Papa e à Santa Igreja sempre existiram e sempre existirão. O incomum e surpreendente das críticas aos recentes atos do Santo Padre é a origem destas: os bispos. Aqueles que deveriam ser os primeiros a se levantarem em defesa do Sucessor de Pedro, são os primeiros a fazerem exatamente o contrário, engrossando as já largas fileiras dos que atacam o Corpo Místico de Cristo.

Por isso, de forma amargurada, afirma o Santo Padre em sua carta que "desencadeou-se assim um avalanche de protestos, cujo azedume revelava feridas que remontavam mais além do momento" (...) "Fiquei triste pelo fato de inclusive católicos, que no fundo poderiam saber melhor como tudo se desenrola, se sentirem no dever de atacar-me e com uma virulência de lança em riste".

Vários bispos do mundo inteiro ergueram suas vozes raivosas contra o Santo Padre! Os mesmos bispos tão tolerantes e ecumênicos com hereges e pagãos; tão benevolentes com as mais absurdas invencionices litúrgicas, feitas sob a desculpa de que se trata de legítima criatividade e inculturação; tão preocupados com a inclusão das minorias; esses mesmos bispos disseram um sonoro NÃO ao Papa e à Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Hereges e pagãos são bem-vindos, a FSSPX não! As maiores aberrações e sacrilégios são tolerados, mas a Missa de São Pio V não! Se preocupam muito com a "inclusão" das ditas minorias, mas a FSSPX não pode ser incluída! Todo o rigor da lei que deixou de ser exigido dos hereges, foi agora cobrado para que a Fraternidade fosse aceita.

Parece até que existe um certo medo do que a FSSPX é capaz de fazer pela Igreja. Creio que o rigor doutrinário, a piedade litúrgica e a postura sacerdotal deles sejam duras de mais para os modernos e modernistas clérigos católicos.

Muitos justificaram que não se poderia aceitar o retorno de Richard Williamsom por conta de sua posição em relação ao Holocausto. Ora, desde quando o Holocausto virou Dogma de Fé cuja negação implica em heresia e afastamento da Igreja? Verdadeiros ataques a São Doutrina fazem os adeptos das mais absurdas teologias e não vemos os senhores bispos "rasgando suas vestes" como aconteceu com Williamsom... que, repito, questionou certos pontos de um fato histórico e não de um Dogma de Fé.

Claro que a Fraternidade possui problemas e sua situação dentro da Igreja ainda não está concretizada. Tanto que o Papa deixa claro que "enquanto as questões relativas à doutrina não forem esclarecidas, a Fraternidade não possui qualquer estado canónico na Igreja, e os seus ministros – embora tenham sido libertos da punição eclesiástica – não exercem de modo legítimo qualquer ministério na Igreja". Assim, todo esse rigor e zelo de muitos bispos mundo afora para aceitar a FSSPX em boa parte está correto e se justifica. Minha questão é: por que esse mesmo rigor e esse mesmo zelo não se vê com pagãos, hereges, maus sacerdotes e maus fiéis?

E não foi só em relação ao levantamento das excomunhões. Tristemente, uma parcela considerável do episcopado mundial parece estar fora de si.

Recentemente houve um rebuliço tremendo no episcopado austríaco por causa da nomeação do pe. Gerhard Wagner para bispo auxiliar da diocese de Linz. Qual acusação recai sobre esse sacerdote? Ser pura e simplesmente católico! Pe. Wagner é fiel a Sã Doutrina, ao Papa e ataca com destemor o erro, ou seja, é um daqueles que a mídia adora rotular de "conservador". A Conferência Episcopal da Áustria, revoltada pela nomeação de um sacerdote católico para bispo da referida diocese, infernizou (sim, a palavra é essa) de tal forma a vida do Papa que este se viu compelido a cancelar a nomeação do pe. Wagner!

Onde iremos parar quando bispos se levantam rebelados contra um simples ato de governo do Santo Padre, que é afinal a autoridade competente para tal? Qual o conceito de liberdade que está por detrás de tais atitudes?

É doloroso ver tais reações descabidas ao Santo Padre. Ver um episcopado que "morde e devora a si mesmo como expressão de uma liberdade mal interpretada".

Em seguida o Papa trata também do Concílio Vaticano II e sua correta inserção na história da Igreja. Infelizmente, tanto modernistas quanto tradicionalistas enxergam, erroneamente diga-se, no concílio uma ruptura com o passado. Aqueles só aceitam o Magistério posterior ao concílio, estes só o anterior. Erram os dois grupos. E o Santo Padre deixa isso bem claro: "Não se pode congelar a autoridade magisterial da Igreja no ano de 1962: isto deve ser bem claro para a Fraternidade. Mas, a alguns daqueles que se destacam como grandes defensores do Concílio, deve também ser lembrado que o Vaticano II traz consigo toda a história doutrinal da Igreja. Quem quiser ser obediente ao Concílio, deve aceitar a fé professada no decurso dos séculos e não pode cortar as raízes de que vive a árvore".

O Papa então reponde àqueles que questionaram se não havia coisas mais importantes com que se preocupar do que a FSSPX. Afirma o Santo Padre qual é sua prioridade: "Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo". E para alcançar tal objetivo, buscar a unidade interna é fundamental até para garantir a credibilidade da pregação cristã. E citando o número de membros e a estrutura da Fraternidade, o Papa questiona se seria justo ignorá-los completamente.


Ainda nesse ponto das prioridades de seu pontificado, Bento XVI faz uma afirmação que merece uma reflexão: "No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus"

A gravidade dessas palavras é tremenda! A fé em muitos lugares está sumindo porque não é "alimentada"! O povo está perdendo a fé! Só não percebe isso quem observa a realidade com 'óculos cor-de-rosa'.

O que quer dizer o papa quando afirma que a fé não está recebendo alimento?

Pra mim está claro e o Brasil é um exemplo. A fé não é alimentada quando no lugar da via-sacra e da meditação da Paixão de Cristo, se reflete sobre um tema social qualquer (esse ano os fiéis ficarão sabendo dos males da violência em que vivemos, mas muitos não terão a menor noção da violência que sofrem as almas que estão no Inferno). A fé não é alimentada quando a Santa Missa deixa de ser a atualização do único e eterno sacrifício de Nosso Senhor, para virar um "encontro fraterno dos irmãos ao redor da mesa". Quando ela deixa de ser celebrada com o zelo e gravidade que exige, para ser celebrada com desleixo e sem a mínima piedade. A fé do povo diminui quando o Santíssimo Sacramento é tratado com indiferença (isso quando não ocorrem sacrilégios terríveis) e esquecido em algum canto da igreja, sem receber adorações solenes ou mesmo uma simples e silenciosa companhia de uma alma sacerdotal (quanto sacerdotes fazem ao menos uma breve adoração diária e incentivam tal prática?). Quando a catequese deixa de ensinar a São Doutrina. Quando padres e bispos tratam de inúmeros temas sociais e políticos em suas homilias, mas se esquecem completamente de falar das coisas do alto, aquelas que realmente importam (Lc 10, 38-42).

Todas essas omissões não só deixam de alimentar a fé do povo, como vão minando o que ainda existe de visão sobrenatural. Nesse sentido, afirma o Papa que "o verdadeiro problema neste momento da nossa história é que Deus possa desaparecer do horizonte dos homens e que, com o apagar-se da luz vinda de Deus, a humanidade seja surpreendida pela falta de orientação, cujos efeitos destrutivos se manifestam cada vez mais".

Bento XVI registra ainda sua sensação de ser bode expiatório de toda a humanidade... "Às vezes fica-se com a impressão de que a nossa sociedade tenha necessidade pelo menos de um grupo ao qual não conceda qualquer tolerância, contra o qual seja possível tranquilamente arremeter-se com aversão. E se alguém ousa aproximar-se do mesmo – do Papa, neste caso – perde também o direito à tolerância e pode de igual modo ser tratado com aversão sem temor nem decência".

A Igreja, em especial na pessoa de seu líder máximo, é esse grupo que não merece a tolerância dos que tanto clamam por tolerância. Da Igreja e do Papa se exige toda a tolerância e benevolência possível, mas para eles só restam duras pedras atiradas sem a menor piedade. Para aqueles que empunham o escudo da Fé e a espada da Palavra e estão no fronte combatendo pela Igreja junto com o Papa, essa situação é bem conhecida (2Tm 3, 12). E tal perseguição só é suportada com a ajuda de Nosso Senhor Jesus Cristo, que muito mais foi perseguido e sofreu injustamente por todos nós.

Repito o que já disse aqui nesse blog, pra quem achava que Joseph Ratzinger, idoso e tímido, faria o chamado pontificado de transição, ele está demonstrando justamente o contrário. Bento XVI, com muita coragem e destemor, vem enfrentando uma oposição descomunal dentro de seu próprio rebanho, simplesmente porque quer pregar a Sã Doutrina da Salvação, que muitos já não suportam (2Tm 4, 3).

Desde o início ele sabia que enfrentaria isso. Todos se lembram do que ele disse na Missa de início do seu pontificado: "Rogai por mim, para que não fuja, por medo, diante dos lobos".

E ele, verdadeiramente, não está fugindo!

Continuemos rezando pelo Santo Padre, para que continue enfrentando valentemente os lobos, especialmente aqueles que se disfarçam de ovelhas.


Oremos pelo nosso beatíssimo Papa Bento XVI. O Senhor o conserve, lhe dê vida e o torne feliz na terra, e não o entregue em poder dos seus inimigos. Amém.



Papa não poderia trocar tesouros do Vaticano por comida para África

Alberto Juesas Escudero, um jovem espanhol, lançou um abusado desafio no Facebook: Por que o Vaticano não troca todos os seus tesouros por comida para a África?

O desafio é abusado, mas passou longe da originalidade...

Não é de hoje que a Igreja é "convidada" a se desfazer do incalculável tesouro que se encontra em suas dependências.

De qualquer forma, conforme a notícia abaixo, o Cardeal Paul Josef Cordes esclarece mais uma vez aquilo que muitos teimam em não entender: a Igreja simplesmente não pode se desfazer desse tesouro. E ainda por cima deve zelar por ele! Mais do que obter lucros, a Igreja tem é despesas com essas obras!

Segue a notícia de Zenit:


Papa não poderia trocar tesouros do Vaticano por comida para África

A proposta lançada no Facebook é mais complicada do que parece


Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 13 de março de 2009 (ZENIT.org).- «Trocar tesouros do Vaticano por comida para a África. Topa?». Com esta mensagem um internauta abriu um espaço no Facebook. Em poucos dias, até esta sexta-feira pela manhã, 32.146 membros haviam aderido.

O cardeal Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, esclarece que, independentemente do aspecto provocador ou ideológico da proposta, o Papa não poderia aplicá-la, pois o direito internacional o impede.

O presidente do organismo da Santa Sé responsável pela orientação e coordenação entre as organizações e as atividades caritativas promovidas pela Igreja Católica explicou a situação à Zenit em um encontro com jornalistas.

A iniciativa do Facebook foi lançada por um jovem espanhol, Alberto Juesas Escudero, que explica a proposta com alguns argumentos. Alguns deles são: «Porque é uma vergonha ver as riquezas do Vaticano e depois o noticiário».

Outros dos argumentos são: «Porque não admitem seus erros jamais. Porque não pregam com o exemplo. Porque Jesus nasceu em uma manjedoura e vivia em pobreza».

A motivação conclui com expressões ofensivas: «Que vergonha o Vaticano! Que vergonha a religião católica!».

Em sua resposta à pergunta da Zenit, o cardeal Cordes explica que ele escuta este tipo de propostas há 40 anos, e que antes elas se repetiam até mais.

Explica que quando João Paulo II o chamou a Roma para colaborar com ele na Cúria Romana, «o clima era muito forte contra o Vaticano. Então, naquela época, eu me informei e descobri que a Igreja não pode fazer o que quer com as obras de arte que estão no Vaticano».

Na realidade, esclarece, a Igreja «tem a tarefa de conservar as obras de arte em nome do Estado Italiano. Não pode vendê-las».

O purpurado não só cita a teoria, mas sobretudo se refere à realidade. Explica que, quando nos anos 60 um benfeitor alemão fez uma doação para restaurar o Colégio Teutônico, que se encontra dentro do Vaticano, a direção dessa residência, como gesto de agradecimento, deu-lhe uma estátua simples, que não tinha um valor comparável a outras que se encontram nos Museus Vaticanos, que se encontrava dentro do colégio.

Essa pessoa teve muitíssimos problemas com o Estado italiano, pois foi acusado de subtrair bens que a Itália deve custodiar, explicou o cardeal.

«Em todas as nações há medidas para a defesa das obras de arte, porque o Estado deve mantê-las», declara, recordando que os bens da Santa Sé também fazem parte da história cultural da Itália.

O cardeal recorda, por outro lado, que sem a obra da Igreja Católica, o sistema de saúde e educativo de algumas regiões da África não existiria.

«Presidentes africanos reconhecem quando vêm encontrar com o Papa», explica o cardeal Cordes.

Sem a Igreja na África, uma parte dos portadores do HIV ficaria abandonada, pois a Igreja, com sua rede de hospitais, é a instituição que acolhe o maior número de pessoas com este vírus.

Segundo explica o cardeal Cordes, ao atrair o interesse dos meios de informação do mundo por sua próxima viagem à África (Camarões e Angola), de 17 a 23 de março, o Papa centrará a atenção nas necessidades que a África vive, impulsionando ao mesmo tempo medidas concretas de autêntica solidariedade e respeito.