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sábado, 21 de março de 2009

Catolicismo pretensioso

Recomendo a todos a leitura dos absurdos ditos pela senhora "Ébete Nuñez" e a excelente refutação do Fabrício Ribeiro.

Está no blog dele, o Palavras Apenas.

Infelizmente, da mesma laia desta senhora existem muitos católicos hoje. São cegos ao meio-dia. Não enxergam o óbvio. Não sabem qual é a missão de um bispo, qual é a missão da Igreja. E saem propagando as mais absurdas teses.

São católicos que já não suportam mais a Sã Doutrina da Salvação, pelo desejo de ouvir novidades seguem outros mestres e se afastam da verdade se atirando as mais diversas fábulas (2Tm 4, 3-4).

sexta-feira, 13 de março de 2009

A carta do Papa aos bispos

Num gesto de grande humildade, Bento XVI escreveu uma carta aos bispos da Igreja Católica a propósito da remissão da excomunhão aos quatro Bispos consagrados pelo Arcebispo Lefebvre.

Nessa carta ele "abre o coração" aos bispos e a todos os fiéis católicos. Como um pai falando a seus amados filhos, expõe não só suas razões para estar trabalhando pela total reconciliação da FSSPX com a Igreja, mas também sua amargura pelas duras críticas que recebeu dos próprios católicos, de sua preocupação pelo fato da Fé não vir recebendo o devido alimento em várias regiões do mundo, ensina mais uma vez a verdadeira chave de leitura do Concílio Vaticano II e espera com tudo isso contribuir para paz dentro da Igreja Católica Apostólica Romana.

Em alguma das reportagens que li sobre o assunto, um repórter bem notou que não é comum um papa escrever uma carta para se justificar perante os bispos. De fato, é incomum tal atitude em um Soberano Pontífice. E até por isso, o gesto de Bento XVI ganha uma relevância maior!

Porém, incomum é também a terrível onda de ataques que o Santo Padre vinha recebendo por conta do levantamento das excomunhões dos quatro bispos ordenados por Marcel Lefebvre em 1988, principalmente porque na esteira desse gesto foi divulgada a desastrosa declaração de Richard Williamson sobre o Holocausto (sem esquecer que esse gesto do papa para com a FSSPX é ato contínuo com a liberação da Missa de São Pio V feita através do Motu Próprio Summorum Pontificum, que por si só já tinha despertado a ira dos inimigos da Igreja e do Papa).

Críticas ao Papa e à Santa Igreja sempre existiram e sempre existirão. O incomum e surpreendente das críticas aos recentes atos do Santo Padre é a origem destas: os bispos. Aqueles que deveriam ser os primeiros a se levantarem em defesa do Sucessor de Pedro, são os primeiros a fazerem exatamente o contrário, engrossando as já largas fileiras dos que atacam o Corpo Místico de Cristo.

Por isso, de forma amargurada, afirma o Santo Padre em sua carta que "desencadeou-se assim um avalanche de protestos, cujo azedume revelava feridas que remontavam mais além do momento" (...) "Fiquei triste pelo fato de inclusive católicos, que no fundo poderiam saber melhor como tudo se desenrola, se sentirem no dever de atacar-me e com uma virulência de lança em riste".

Vários bispos do mundo inteiro ergueram suas vozes raivosas contra o Santo Padre! Os mesmos bispos tão tolerantes e ecumênicos com hereges e pagãos; tão benevolentes com as mais absurdas invencionices litúrgicas, feitas sob a desculpa de que se trata de legítima criatividade e inculturação; tão preocupados com a inclusão das minorias; esses mesmos bispos disseram um sonoro NÃO ao Papa e à Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Hereges e pagãos são bem-vindos, a FSSPX não! As maiores aberrações e sacrilégios são tolerados, mas a Missa de São Pio V não! Se preocupam muito com a "inclusão" das ditas minorias, mas a FSSPX não pode ser incluída! Todo o rigor da lei que deixou de ser exigido dos hereges, foi agora cobrado para que a Fraternidade fosse aceita.

Parece até que existe um certo medo do que a FSSPX é capaz de fazer pela Igreja. Creio que o rigor doutrinário, a piedade litúrgica e a postura sacerdotal deles sejam duras de mais para os modernos e modernistas clérigos católicos.

Muitos justificaram que não se poderia aceitar o retorno de Richard Williamsom por conta de sua posição em relação ao Holocausto. Ora, desde quando o Holocausto virou Dogma de Fé cuja negação implica em heresia e afastamento da Igreja? Verdadeiros ataques a São Doutrina fazem os adeptos das mais absurdas teologias e não vemos os senhores bispos "rasgando suas vestes" como aconteceu com Williamsom... que, repito, questionou certos pontos de um fato histórico e não de um Dogma de Fé.

Claro que a Fraternidade possui problemas e sua situação dentro da Igreja ainda não está concretizada. Tanto que o Papa deixa claro que "enquanto as questões relativas à doutrina não forem esclarecidas, a Fraternidade não possui qualquer estado canónico na Igreja, e os seus ministros – embora tenham sido libertos da punição eclesiástica – não exercem de modo legítimo qualquer ministério na Igreja". Assim, todo esse rigor e zelo de muitos bispos mundo afora para aceitar a FSSPX em boa parte está correto e se justifica. Minha questão é: por que esse mesmo rigor e esse mesmo zelo não se vê com pagãos, hereges, maus sacerdotes e maus fiéis?

E não foi só em relação ao levantamento das excomunhões. Tristemente, uma parcela considerável do episcopado mundial parece estar fora de si.

Recentemente houve um rebuliço tremendo no episcopado austríaco por causa da nomeação do pe. Gerhard Wagner para bispo auxiliar da diocese de Linz. Qual acusação recai sobre esse sacerdote? Ser pura e simplesmente católico! Pe. Wagner é fiel a Sã Doutrina, ao Papa e ataca com destemor o erro, ou seja, é um daqueles que a mídia adora rotular de "conservador". A Conferência Episcopal da Áustria, revoltada pela nomeação de um sacerdote católico para bispo da referida diocese, infernizou (sim, a palavra é essa) de tal forma a vida do Papa que este se viu compelido a cancelar a nomeação do pe. Wagner!

Onde iremos parar quando bispos se levantam rebelados contra um simples ato de governo do Santo Padre, que é afinal a autoridade competente para tal? Qual o conceito de liberdade que está por detrás de tais atitudes?

É doloroso ver tais reações descabidas ao Santo Padre. Ver um episcopado que "morde e devora a si mesmo como expressão de uma liberdade mal interpretada".

Em seguida o Papa trata também do Concílio Vaticano II e sua correta inserção na história da Igreja. Infelizmente, tanto modernistas quanto tradicionalistas enxergam, erroneamente diga-se, no concílio uma ruptura com o passado. Aqueles só aceitam o Magistério posterior ao concílio, estes só o anterior. Erram os dois grupos. E o Santo Padre deixa isso bem claro: "Não se pode congelar a autoridade magisterial da Igreja no ano de 1962: isto deve ser bem claro para a Fraternidade. Mas, a alguns daqueles que se destacam como grandes defensores do Concílio, deve também ser lembrado que o Vaticano II traz consigo toda a história doutrinal da Igreja. Quem quiser ser obediente ao Concílio, deve aceitar a fé professada no decurso dos séculos e não pode cortar as raízes de que vive a árvore".

O Papa então reponde àqueles que questionaram se não havia coisas mais importantes com que se preocupar do que a FSSPX. Afirma o Santo Padre qual é sua prioridade: "Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo". E para alcançar tal objetivo, buscar a unidade interna é fundamental até para garantir a credibilidade da pregação cristã. E citando o número de membros e a estrutura da Fraternidade, o Papa questiona se seria justo ignorá-los completamente.


Ainda nesse ponto das prioridades de seu pontificado, Bento XVI faz uma afirmação que merece uma reflexão: "No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus"

A gravidade dessas palavras é tremenda! A fé em muitos lugares está sumindo porque não é "alimentada"! O povo está perdendo a fé! Só não percebe isso quem observa a realidade com 'óculos cor-de-rosa'.

O que quer dizer o papa quando afirma que a fé não está recebendo alimento?

Pra mim está claro e o Brasil é um exemplo. A fé não é alimentada quando no lugar da via-sacra e da meditação da Paixão de Cristo, se reflete sobre um tema social qualquer (esse ano os fiéis ficarão sabendo dos males da violência em que vivemos, mas muitos não terão a menor noção da violência que sofrem as almas que estão no Inferno). A fé não é alimentada quando a Santa Missa deixa de ser a atualização do único e eterno sacrifício de Nosso Senhor, para virar um "encontro fraterno dos irmãos ao redor da mesa". Quando ela deixa de ser celebrada com o zelo e gravidade que exige, para ser celebrada com desleixo e sem a mínima piedade. A fé do povo diminui quando o Santíssimo Sacramento é tratado com indiferença (isso quando não ocorrem sacrilégios terríveis) e esquecido em algum canto da igreja, sem receber adorações solenes ou mesmo uma simples e silenciosa companhia de uma alma sacerdotal (quanto sacerdotes fazem ao menos uma breve adoração diária e incentivam tal prática?). Quando a catequese deixa de ensinar a São Doutrina. Quando padres e bispos tratam de inúmeros temas sociais e políticos em suas homilias, mas se esquecem completamente de falar das coisas do alto, aquelas que realmente importam (Lc 10, 38-42).

Todas essas omissões não só deixam de alimentar a fé do povo, como vão minando o que ainda existe de visão sobrenatural. Nesse sentido, afirma o Papa que "o verdadeiro problema neste momento da nossa história é que Deus possa desaparecer do horizonte dos homens e que, com o apagar-se da luz vinda de Deus, a humanidade seja surpreendida pela falta de orientação, cujos efeitos destrutivos se manifestam cada vez mais".

Bento XVI registra ainda sua sensação de ser bode expiatório de toda a humanidade... "Às vezes fica-se com a impressão de que a nossa sociedade tenha necessidade pelo menos de um grupo ao qual não conceda qualquer tolerância, contra o qual seja possível tranquilamente arremeter-se com aversão. E se alguém ousa aproximar-se do mesmo – do Papa, neste caso – perde também o direito à tolerância e pode de igual modo ser tratado com aversão sem temor nem decência".

A Igreja, em especial na pessoa de seu líder máximo, é esse grupo que não merece a tolerância dos que tanto clamam por tolerância. Da Igreja e do Papa se exige toda a tolerância e benevolência possível, mas para eles só restam duras pedras atiradas sem a menor piedade. Para aqueles que empunham o escudo da Fé e a espada da Palavra e estão no fronte combatendo pela Igreja junto com o Papa, essa situação é bem conhecida (2Tm 3, 12). E tal perseguição só é suportada com a ajuda de Nosso Senhor Jesus Cristo, que muito mais foi perseguido e sofreu injustamente por todos nós.

Repito o que já disse aqui nesse blog, pra quem achava que Joseph Ratzinger, idoso e tímido, faria o chamado pontificado de transição, ele está demonstrando justamente o contrário. Bento XVI, com muita coragem e destemor, vem enfrentando uma oposição descomunal dentro de seu próprio rebanho, simplesmente porque quer pregar a Sã Doutrina da Salvação, que muitos já não suportam (2Tm 4, 3).

Desde o início ele sabia que enfrentaria isso. Todos se lembram do que ele disse na Missa de início do seu pontificado: "Rogai por mim, para que não fuja, por medo, diante dos lobos".

E ele, verdadeiramente, não está fugindo!

Continuemos rezando pelo Santo Padre, para que continue enfrentando valentemente os lobos, especialmente aqueles que se disfarçam de ovelhas.


Oremos pelo nosso beatíssimo Papa Bento XVI. O Senhor o conserve, lhe dê vida e o torne feliz na terra, e não o entregue em poder dos seus inimigos. Amém.



Papa não poderia trocar tesouros do Vaticano por comida para África

Alberto Juesas Escudero, um jovem espanhol, lançou um abusado desafio no Facebook: Por que o Vaticano não troca todos os seus tesouros por comida para a África?

O desafio é abusado, mas passou longe da originalidade...

Não é de hoje que a Igreja é "convidada" a se desfazer do incalculável tesouro que se encontra em suas dependências.

De qualquer forma, conforme a notícia abaixo, o Cardeal Paul Josef Cordes esclarece mais uma vez aquilo que muitos teimam em não entender: a Igreja simplesmente não pode se desfazer desse tesouro. E ainda por cima deve zelar por ele! Mais do que obter lucros, a Igreja tem é despesas com essas obras!

Segue a notícia de Zenit:


Papa não poderia trocar tesouros do Vaticano por comida para África

A proposta lançada no Facebook é mais complicada do que parece


Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 13 de março de 2009 (ZENIT.org).- «Trocar tesouros do Vaticano por comida para a África. Topa?». Com esta mensagem um internauta abriu um espaço no Facebook. Em poucos dias, até esta sexta-feira pela manhã, 32.146 membros haviam aderido.

O cardeal Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, esclarece que, independentemente do aspecto provocador ou ideológico da proposta, o Papa não poderia aplicá-la, pois o direito internacional o impede.

O presidente do organismo da Santa Sé responsável pela orientação e coordenação entre as organizações e as atividades caritativas promovidas pela Igreja Católica explicou a situação à Zenit em um encontro com jornalistas.

A iniciativa do Facebook foi lançada por um jovem espanhol, Alberto Juesas Escudero, que explica a proposta com alguns argumentos. Alguns deles são: «Porque é uma vergonha ver as riquezas do Vaticano e depois o noticiário».

Outros dos argumentos são: «Porque não admitem seus erros jamais. Porque não pregam com o exemplo. Porque Jesus nasceu em uma manjedoura e vivia em pobreza».

A motivação conclui com expressões ofensivas: «Que vergonha o Vaticano! Que vergonha a religião católica!».

Em sua resposta à pergunta da Zenit, o cardeal Cordes explica que ele escuta este tipo de propostas há 40 anos, e que antes elas se repetiam até mais.

Explica que quando João Paulo II o chamou a Roma para colaborar com ele na Cúria Romana, «o clima era muito forte contra o Vaticano. Então, naquela época, eu me informei e descobri que a Igreja não pode fazer o que quer com as obras de arte que estão no Vaticano».

Na realidade, esclarece, a Igreja «tem a tarefa de conservar as obras de arte em nome do Estado Italiano. Não pode vendê-las».

O purpurado não só cita a teoria, mas sobretudo se refere à realidade. Explica que, quando nos anos 60 um benfeitor alemão fez uma doação para restaurar o Colégio Teutônico, que se encontra dentro do Vaticano, a direção dessa residência, como gesto de agradecimento, deu-lhe uma estátua simples, que não tinha um valor comparável a outras que se encontram nos Museus Vaticanos, que se encontrava dentro do colégio.

Essa pessoa teve muitíssimos problemas com o Estado italiano, pois foi acusado de subtrair bens que a Itália deve custodiar, explicou o cardeal.

«Em todas as nações há medidas para a defesa das obras de arte, porque o Estado deve mantê-las», declara, recordando que os bens da Santa Sé também fazem parte da história cultural da Itália.

O cardeal recorda, por outro lado, que sem a obra da Igreja Católica, o sistema de saúde e educativo de algumas regiões da África não existiria.

«Presidentes africanos reconhecem quando vêm encontrar com o Papa», explica o cardeal Cordes.

Sem a Igreja na África, uma parte dos portadores do HIV ficaria abandonada, pois a Igreja, com sua rede de hospitais, é a instituição que acolhe o maior número de pessoas com este vírus.

Segundo explica o cardeal Cordes, ao atrair o interesse dos meios de informação do mundo por sua próxima viagem à África (Camarões e Angola), de 17 a 23 de março, o Papa centrará a atenção nas necessidades que a África vive, impulsionando ao mesmo tempo medidas concretas de autêntica solidariedade e respeito.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Charge

by Emerson de Oliveira, publicado no blog Veritatis Splendor


Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. (Efésios 6,12-18)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Arnaldo Jabor

Em um artigo, o grande pensador católico Gustavo Corção escreveu que “Os idiotas que antigamente se calavam estão hoje com a palavra, possuem hoje todos os meios de comunicação”.

Creio que Corção, com algumas décadas de antecedência, retratou perfeitamente o que vemos acontecer agora: um tolo, sem o mínimo conhecimento do que seja a Igreja Católica Apostólica Romana, seus 2000 anos de história, sua doutrina e suas leis, tem a sua disposição, como fabulosa massa de manobra, a maior audiência da TV brasileira para ouvir suas tolices, suas pseudo-análises do que ocorre dentro da Igreja (sim, porque nenhum bispo nem muito menos o papa foi interferir no trabalho de Jabor).

Há algumas semanas, por conta do levantamento das excomunhões dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Arnaldo Jabor se meteu a comparar o pontificado de João Paulo II com o de Bento XVI (veja o vídeo). Não consigo pensar em outro adjetivo para o discurso do sujeito que não seja: ASNEIRAS.

Começou afirmando que João Paulo II era "pra fora", ao passo que Bento XVI é "pra dentro". Que aquele queria levar a Igreja para o mundo, e este quer trazer o mundo para dentro da Igreja. Jabor demonstra desconhecer completamente o pontificado de João Paulo II e a intensa colaboração e amizade entre ele e o então Cardeal Jospeph Ratzinger; assim como demonstra também desconhecer completamente que Nosso Senhor mandou sua Igreja "ensinar e batizar todos os povos e nações" (Mt 28,19). Tanto que chega ao absurdo de afirmar que foi um erro o papa batizar o islâmico convertido ao catolicismo no sábado santo do ano passado.

Por fim, critica o levantamento da excomunhão do bispo Richard Williamson (um dos quatro da FSSPX) após este ter "negado o Holocausto" (primeiro que ele não negou, mas isso é outra história). Tal afirmação de Williamson não era do conhecimento do Papa, a este fato comenta com grosseira ironia: "como não sabia, o Papa não é infalível?".

Agora, Jabor se mete novamente onde não é chamado e nem tem competência para tal, e desfila novamente todo seu ódio, ironia e desconhecimento da Igreja (veja o vídeo).

O foco agora foi a declaração de Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Recife e Olinda, de que quem participou do aborto da menina de 9 anos está excomungado.

Afirma ele que "esse pensamento dogmático, inquisitorial, só afasta a igreja católica do mundo moderno".

Passo a palavra a São Paulo Apóstolo: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito" (Rm 12,2).

Jabor segue: "Logo agora que a história está tão cruel, agora que os homens precisam de uma religião protetora, agora que precisávamos da doçura da igreja, temos os olhos frios de Bento XVI".

Pois é, triste coinscidência... logo agora que a boa filosofia está esquecida, que os homens se rendem aos seus mais torpes desejos e abandonam a inteligência e a lógica, justo agora que precisávamos de homens inteligentes e cultos ensinando nos grandes meios de comunicação, temos a inteligência embaçada, a má vontade, a incompetência profissional e a língua bipartida de Arnaldo Jabor...

Voltando a Corção: "São os idiotas que possuem hoje os meios de comunicação".

O idiota em referência, encerra seu apanhado de idiotices com a seguinte pérola: "Os excomungados de Olinda não devem ter medo. Deus está vendo e está com eles. Certamente não está com esse inquisidor, o arcebispo José Cardoso Sobrinho."

Agora Jabor, além de analista da Santa e Romana Igreja, determina também com quem Deus está e com quem Ele deixa de estar. Este sujeito é realmente engraçado, a Igreja não tem o direito de excomungar quem fere as leis de Deus (mesmo que essas pessoas estejam pouco se importando com Deus), mas ele tem o direito de anular a excomunhão declarada. Mais uma vez vemos a intolerância dos tolerantes... Tolerância com todos e com todas as atitudes, menos aquelas advindas da Igreja Católica.

O que verdadeiramente não é muito difícil de saber é quem está com Arnaldo Jabor...

Por fim, chama Dom José Sobrinho de inquisidor. Esse ataque me fez pensar nos tempos em que um idiota desse não estaria à solta falando tanta bobagem, ou estaria preso, ou se converteria, ou viraria carvão. Pelo menos as inteligências e as boas almas eram preservadas de tamanhas baboseiras.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Apoio a Dom Aldo di Cillo Pagotto



Este blog apoia Dom Aldo di Cillo Pagotto!



O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, conforme notícia da Zenit abaixo, suspendeu o pe. Luiz Couto de suas funções sacerdotais por defender doutrinas contrárias ao ensino da Igreja. Em recente entrevista, o pe. Couto fez declarações absurdas, tanto que a manchete da entrevista foi "Padre, deputado e adversário do celibato. Favorável ao uso do preservativo, Luiz Couto combate a intolerância e a discriminação a homossexuais, contrariando o Vaticano".

Agora, o Diário de Pernambuco noticia que o bispo está sofrendo aquela típica perseguição de quem é fiel a Nosso Senhor e à Sua Santa Igreja, sofre a intolerância dos que tanto clamam por tolerância. E ao tomarmos conhecimento de onde vem as críticas, podemos ter ainda mais certeza que d. Aldo fez a coisa certa...

A lista inclui: Ricardo Berzoini (presidente do PT), "Central Única dos Trabalhadores" (CUT), "Associação das Travestis da Paraíba" (Astrapa), "Grupo da Consciência Negra", "Marcha Mundial das Mulheres" (organização feminista, defensora do lesbianismo e do aborto), "Associação dos Padres Casados", "Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais" (Abglt), "Comitê em Solidariedade ao Povo Palestino", "Comissão Pastoral da Terra do Estado da Paraíba" (CPT) e do bispo D. Tomás Balduíno (conhecido por sua militância de cunho esquerdista junto aos comunistas-terroristas MST).

"Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!" (Is 5, 20)

Inabalável em sua Fé e consciente de que agiu de acordo com o Evangelho de Nosso Senhor, D. Aldo Pagotto declarou que essas manifestações "não me atinge, não me emociona, nem me constrange".

Cristo Senhor, enfrentando a oposição daqueles que não aceitavam seu ensinamento, não hesitou em questionar os apóstolos: "Quereis vós também retirar-vos?". Pena que são poucos hoje os que se levantam e dizem com São Pedro: "Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna". (Jo 6, 67-68).

Por isso, pela sua coragem em agir como verdadeiro sucessor dos Apóstolos, defender seu rebanho e expulsar os lobos que o ameaçam, este blog engrossa o coro dos que apoiam Dom Aldo di Cillo Pagotto.


Brasil: arcebispo suspende padre que é deputado por declarações contrárias ao Magistério da Igreja

JOÃO PESSOA, sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo da Paraíba (nordeste do Brasil), Dom Aldo di Cillo Pagotto, suspendeu do uso de Ordem o padre Luiz Couto, que é deputado federal pelo PT (Partido dos Trabalhadores), por ele ter feito afirmações contrárias ao Magistério da Igreja.

O presbítero está impedido de realizar atividades próprias de um sacerdote, como celebrar missas.

Segundo nota difundida pela arquidiocese da Paraíba, o padre concedeu uma entrevista, publicada no dia 25 de fevereiro no Jornal O Norte. A entrevista, diante de seu conteúdo, estava intitulada: ‘Padre, deputado e adversário do celibato. Favorável ao uso do preservativo, Luiz Couto combate a intolerância e a discriminação a homossexuais, contrariando o Vaticano’.«Preposto à Arquidiocese da Paraíba, vejo-me na grave obrigação de suspender o referido sacerdote do uso de Ordem em nossa circunscrição eclesiástica», afirma na nota Dom Aldo Pagotto.

«Porquanto, por suas afirmações sumárias, e enquanto perdurem sem retratação explícita, provoca confusão entre os fiéis cristãos, e contraria ‘in noce’ as orientações doutrinais, éticas e morais sustentadas pela Igreja Católica (Cf. Cânon 1317 CDC)», prossegue o arcebispo.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

A intolerância da Igreja

Com o excerto abaixo, retirado de uma obra do Pe. Penido, que trata do porque da Igreja ser intolerante com o erro e não se amoldar ao mundo, quero iniciar as postagens desse blog. Não tenho grandes pretensões, dada minhas limitações, mas pretendo registrar aqui notícias interessantes sobre a Igreja e a sociedade, além de comentários sobre doutrina, liturgia e apologética.

Inclua esse blog entre seus favoritos e visite sempre!

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Cristo expulsa os vendilhões do Templo - Jacob Jordaens - 1650

"Quem entender corretamente o axioma 'Fora da Igreja não há salvação', terá compreensão muito melhor de certas atitudes da Igreja, tantas vezes taxadas de intolerantes, fanáticas ou imperialistas.

A chamada intolerância da Igreja é apenas a consciência de que Cristo lhe confiou as chaves do Reino dos céus e que, portanto, os homens se salvam normalmente quando são membros integrais do Corpo Místico. Sem dúvida já o repetimos muitas vezes que não é apenas de forma teórica, mas também na prática é possível a salvação no seio do paganismo, da heresia, do cisma, para quem está de boa fé e vive segundo sua consciência e os ímpetos secretos da graça. Porém não resta dúvida de que será muito mais difícil e arriscado. É, pois, lógico que a Igreja queira proteger seus membros contra este risco; lógico que ela resguarde com intransigência, não já privilégios seus, senão verdades às quais é a primeira a submeter-se. Muitas vezes perguntam por que a Igreja não faz concessões, não se amolda à mentalidade de hoje, permitindo, por exemplo, o divórcio, ou abandonando a crença no inferno. Esquecem que não está nas mãos da Igreja. Ela não tem o direito de variar a seu arbítrio o dogma e a moral. Estes lhe foram confiados pelo Esposo como um simples 'depósito' a ser fielmente guardado (II Tm 1,14). Não pode desviá-lo. Encara, então, com destemor a impopularidade, não já para acautelar interesses humanos, mas para defender a causa de Cristo.

Atiram à Igreja a pecha de intolerante não apenas por não querer pactuar com seitas dissidentes ou governos anti-cristãos, mas ainda porque impõe a seus filhos uma série de interdições. Mas o motivo é sempre o mesmo. Os fiéis - tal qual o 'depósito' - não pertencem aos patores, mas a Cristo. 'Apascenta as minhas ovelhas', disse Jesus a Pedro (Jo 21, 15-17). É, pois, dever da Igreja fazer o impossível para concervar aos fiéis o caráter de membros integrais; tomar cuidado dessas conquistas que ela deu a Cristo, velar por elas, alimentar-lhes o fervor, resguardá-las para que nenhuma só venha a desgarrar-se e a perder-se". (O Mistério da Igreja - Pe. Dr. M. Teixeira-Leite Penido - Ed. Vozes - 1956 - pgs. 193/194)