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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

As CEB's não são católicas

Outro dia questionei aqui no blog: "Alguém ainda acha que as CEB's são católicas?"

Eles próprios tratam de responder: "Não, não somos mais católicos".

Em notícia veiculada pelo site da CNBB, ficamos sabendo que para o encerramento do 12º Intereclesial das CEB's houve uma Missa, ao contrário da abertura do evento.

Mas, em se tratando de um evento 100% Teologia da Libertação, será que houve realmente uma Missa?

No início da celebração "um grupo de nove mulheres negras fez a purificação do espaço litúrgico incensando o altar, a cruz e a mesa da palavra". Ora, isso não é para ser feito por leigos, independente se é homem, mulher, preto, branco, amarelo ou vermelho; a incensação do altar é feita pelo sacerdote.

Mas a demonstração cabal de que as CEB's são qualquer coisa, menos católicas, está estampada nos "compromissos do Intereclesial". Nesse manifesto não há em nenhum momento sequer a menção ao nome de Jesus!

E quando citam a Igreja, é para incentivar "uma Igreja toda ela ministerial, com ministérios diversificados confiados a leigas e leigos; assumindo seu protagonismo, como sujeitos privilegiados da missão".

E bem sabido o que essa conversa mole significa: clericalizar os leigos e laicizar o clero. Próprio de mentalidades encharcadas de marxismo, que se rebelam contra todo tipo de autoridade.

Por fim, o evento assume como compromisso o fortalecimento do diálogo ecumênico e inter-religioso e a superação da intolerância religiosa e dos preconceitos.

A julgar pelo ato ecumênico do Intereclesial é óbvio que esse compromisso não visa a conversão de hereges e pagãos à verdadeira Fé, mas apenas o sincretismo indiferentista de religiões.

As CEB'S, infestadas pela Teologia da Libertação e recebendo o incondicional e escandaloso apoio da CNBB, só buscam a felicidade terrena, tem seus olhos e pés bem fixos nesse mundo, buscando ganhá-lo, esquecendo-se que primeiramente devemos cuidar de nossa alma e depois de nosso corpo.

E ensinou Nosso Senhor: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?" (Lc 9, 25).

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Alguém ainda acha que as CEB's são católicas?

Há ainda quem ache as Comunidades Eclesiais de Base são uma realidade em plena comunhão com a Fé Católica...

A idéia de pequenas comunidades não é ruim e nem é exclusividade das CEB's, muitos outros grupos trabalham dessa forma. Acontece que as CEB's estão completamente permeadas pela herética doutrina da Teologia da Libertação.

E o fruto da TL nas CEB's está registrado na notícia abaixo, retirada do site da CNBB, que aliás faz ampla cobertura do evento.

Notem que a abertura do Intereclesial não é feita com uma Missa, mas com uma celebração esquisita e que nitidamente toma o lugar que seria da Missa em qualquer evento REALMENTE CATÓLICO...

A citada celebração tem um rito de entrada, uma homilia do bispo, um ofertório, um rito penitencial. Extremamente estranho é que um arcebispo presidirá tal celebração! Como um sucessor dos Apóstolos se presta a um serviço desses?

Notem ainda que no lugar do que normalmente seria o Ofertório e a Comunhão (caso se tratasse de uma Missa) houve a apresentação de "Cestas indígenas carregadas de bombons feitos com frutos da terra [que] serão levadas ao altar onde recebem a bênção para serem partilhados com a assembleia após a oração do Pai Nosso ecumênico".

Em outra notícia sobre a abertura desse evento, ficamos sabendo que Dom Moacyr Grechi abriu os trabalhos do Interecleial nesses termos: "Como irmãos e irmãs, unindo nossa voz ao grito da terra e das águas, no sopro do Espírito, declaramos aberto o 12º Intereclesial".

Tenho até medo de pensar qual seria esse "Espírito"...



Celebração de abertura do encontro das CEBs terá a marca dos povos da Amazônia - 21/07/2009 - 15:02

A equipe responsável pela liturgia do 12º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base preparou uma grande celebração de abertura do evento, hoje às 19h (20h horário de Brasília), na praça Madeira Mamoré, em Porto Velho. Aberta a toda a população da capital de Rondônia, a cerimônia deverá durar uma hora e meia e será transmitia ao vivo pela Amazon Sat e pela rádio Caiari da arquidiocese de Porto Velho.

Dividida em quatro momentos, a celebração se destaca pela diversidade cultural e pela riqueza de símbolos. Logo no início, um indígena tocará sua flauta convocando os presentes para o silêncio, lembrando o silêncio da mata. Em seguida, começa a “composição dos povos da Amazônia”, quando serão convocados os indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos e velhos posseiros e os seringueiros extrativistas. Serão convocados ainda os garimpeiros, colonos e urbanos, além dos bolivianos e colombianos, povos de fronteira. Cada um destes grupos entrará com algum instrumento típico de sua cultura ou de seu trabalho.

Terminada a composição dos povos da Amazônia, tem início o rito da luz quando serão acesas três tochas, uma dos indígenas, outra dos seringueiros, chamada poronga, e, por último, a tocha da migração. Destas tochas é que sairá a luz para acender a vela de todos os que estiverem na praça.

Ao final deste rito, o arcebispo de Porto Velho, dom Moacyr Grechi faz a saudação inicial e começa a apresentação dos 3 mil delegados e convidados do Intereclesial. Em primeiro lugar serão os 38 povos indígenas, depois os representantes dos 17 Regionais da CNBB e, finalmente, os países presentes. Cada grupo apresentará um painel lembrando sua região, segundo o tema do encontro: “CEBs, Ecologia e Missão – do ventre da terra, o grito da Amazônia”.

Haverá ainda, neste primeiro momento, uma breve memória de todos os encontros intereclesiais. Neste instante, um trem, que está na praça onde acontece a celebração, dará um apito (as lideranças das CEBs usam a imagem do trem para dizer que as Comunidades de Base são uma grande locomotiva cujos vagões são os intereclesiais). Neste instante, dom Moacyr proclamará a abertura oficial do 12º Intereclesial de CEBS em Porto Velho.

A cerimônia prossegue com a proclamação das leituras bíblicas, seguida da homilia proferida por dom Moacyr. A bênção da água e a aspersão do povo pelos ribeirinhos encerram o segundo momento da cerimônia.

Um segundo toque da flauta indígena anuncia o terceiro momento da celebração, convocando para a ação de graças. Cestas indígenas carregadas de bombons feitos com frutos da terra serão levadas ao altar onde recebem a bênção para serem partilhados com a assembleia após a oração do Pai Nosso ecumênico.

A celebração se encerra com a bênção dada a toda a assembleia por dom Moacyr, que convidará os povos da Amazônia a levarem a paz à multidão.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Trabalho

Na semana passada escrevi aqui sobre a fatídica "Mensagem da CNBB para o Dia do Trabalhador", que condena a crise, os banqueiros, os empresários, etc., mas não trata daquilo que realmente importa.

Comparem com o artigo abaixo, de Dom Fernando Arêas Rifan, bispo da Adm. Apost. S. João Maria Vianney. Vejam quanta diferença entre o texto de uma instituição, a CNBB, que não tem visão sobrenatural, não tem seus olhos no céu, esquecem que o Reino de Cristo não é deste mundo, e as palavras de um bispo que fala aquilo que em primeiro lugar importa ao seu rebanho.

Dom Fernando fala de "harmonia entre classes", a CNBB incita a luta entre elas. Dom Fernando ensina o significado do trabalho antes e depois do pecado, a CNBB passa longe disso. Dom Fernando fala de santificação do trabalho, a CNBB sabe é que é santificação?

Enfim, nos resta rezar por nossos bispos. Por uns para que sejam perseverantes na Fé e em sua missão, por outros para que retornem à Fé e compreendam sua missão...

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O Trabalho


O mês de maio, mês de Maria, começou com a festa de São José operário. Desejoso de elevar o dia do trabalho, já mundialmente comemorado, e ajudar os trabalhadores a santificar o seu dia, o Papa Pio XII instituiu a festa de São José operário, modelo do trabalhador. São José, de origem nobre da Casa de Davi, ganhando a vida como simples carpinteiro, harmoniza bem a união de classes que deve existir em uma sociedade cristã, onde predominam a justiça e a caridade. Por isso, ele é o patrono dos trabalhadores.

O trabalho é obra de Deus. Deus, ao criar o homem, colocou-o no jardim do Éden para nele trabalhar. O trabalho existe, portanto, antes do pecado. Depois deste, passou a ter a conotação de penitência, pois adquiriu uma nota de dificuldade e o necessário esforço para desempenhá-lo: “Comerás o pão com o suor do teu rosto” (Gn 3,19).

Assim, o trabalho tem o aspecto natural necessário para o nosso sustento e o aspecto adicional de penitência, pois ele contraria nossa tendência, exacerbada pelo pecado, à preguiça e ao relaxamento. O trabalho é algo muito digno e nobre, seja ele qual for, desde que seja honesto e nos encaminhe para Deus, seu autor.

Em sua exortação apostólica Redemptoris Custos, sobre a figura e a missão de São José, o Papa João Paulo II fala sobre o trabalho como expressão do amor. “A expressão quotidiana deste amor na vida da Família de Nazaré é o trabalho. O texto evangélico especifica o tipo de trabalho, mediante o qual José procurava garantir a sustentação da Família: o trabalho de carpinteiro. Esta simples palavra envolve toda a extensão da vida de José. Para Jesus este período abrange os anos da vida oculta, de que fala o Evangelista, a seguir ao episódio que sucedeu no templo: «Depois, desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso» (Lc 2, 51). Esta submissão, ou seja, a obediência de Jesus na casa de Nazaré é entendida também como participação no trabalho de José. Aquele que era designado como o ‘filho do carpinteiro’, tinha aprendido o ofício de seu ‘pai’ adotivo. Se a Família de Nazaré, na ordem da salvação e da santidade, é exemplo e modelo para as famílias humanas, é-o analogamente também o trabalho de Jesus ao lado de José carpinteiro. Na nossa época, a Igreja pôs em realce isto mesmo, também com a memória de São José Operário, fixada no primeiro de maio. O trabalho humano, em particular o trabalho manual, tem no Evangelho uma acentuação especial. Juntamente com a humanidade do Filho de Deus ele foi acolhido no mistério da Encarnação, como também foi redimido de maneira particular. Graças ao seu banco de trabalho, junto do qual exercitava o próprio ofício juntamente com Jesus, José aproximou o trabalho humano do mistério da Redenção.”

“Trata-se, em última análise, da santificação da vida quotidiana, no que cada pessoa deve empenhar-se, segundo o próprio estado, e que pode ser proposta apontando para um modelo accessível a todos: São José é o modelo dos humildes, que o Cristianismo enaltece para grandes destinos; é a prova de que para ser bons e autênticos seguidores de Cristo não se necessitam grandes coisas, mas requerem-se somente virtudes comuns, humanas, simples e autênticas.”


Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Crise de indentidade e crise de Fé


Crise de identidade


Leia primeiro a notícia "Trabalho veta o capital na missa do 1º de Maio - Cardeal queria convidar empresários: pastoral não deixou".

Parece até mentira, mas um Cardeal da Santa Igreja não consegue realizar sua legítima vontade dentro de sua própria Catedral, submetendo-se aos desmandos de um leigo comunista membro de uma dessas onipresentes e onipotentes pastorais.

E não satisfeito em determinar o que pode e o que não pode acontecer dentro da Catedral de Sé de São Paulo, o dito leigo comunista ainda determina os temas que não podem faltar na homilia do senhor bispo!

E todos se calam e aceitam!!!

Parem o mundo que eu quero descer! Algo está errado, não é possível!


Crise de Fé


A CNBB adora se manifestar sobre temas políticos e econômicos, mas se cala sobre temas doutrinais e litúrgicos (e quando se manifesta, mais atrapalha do que ajuda, vide o caso Dom José Cardoso Sobrinho).

Publicou esses dias uma "Declaração contra redução da maioridade penal". Onde praticamente fez uma definição "dogmática", afirmando que a CNBB é contra a redução da maioridade penal. Veja que não foram passadas orientações ou levantados tópicos para debate, mas definido que a CNBB é contra. E se a conferência é contra, em tese todos os católicos deveriam ser...

Ora, mas esse é um tema onde a Fé não obriga em nada. Qualquer católico pode ser contra ou a favor da redução da maioridade penal, sem prejuízos para sua Fé. E se é assim, por que a CNBB emitir uma declaração dessas sendo tão taxativa?

Bom mesmo seria se a CNBB agisse da mesma forma contra os abusos litúrgicos (a propósito, cadê a tradução do Missal publicado por João Paulo II em 2002? Será que estão com medo de não terem sua absurda tradução aprovada desta vez?), contra as heresias da Teologia da Libertação, contra o governo abortista do PT, etc... etc... etc...

Mas não, sobre tudo isso silêncio ou quando muito ambiguidades... Quero frisar que, obviamente, não nego a importância e a necessidade de os bispos se manifestarem em temas políticos e econômicos, os fiéis precisam receber orientação de seus pastores sobre esses temas. O problema é que dá para contar nos dedos de uma única mão quando a CNBB se manifesta sobre temas doutrinários, liturgicos e morais; ao passo que são incontáveis suas intervenções em matérias políticas e econômicas (e ainda por cima com o viés marxista da Teologia da Libertação, essa praga que devastou o Brasil)

Agora, para o Dia do Trabalho (que estranhamente a CNBB mudou para Dia do Trabalhador) foi publicada uma nota.

Como era de se esperar, a nota critica a crise, o neoliberalismo, os banqueiros, etc.

Mas nem uma palavra sobre a santificação no trabalho (vide oração abaixo). Afinal, é por isso que o Dia do Trabalho é comemorado no dia de São José Operário, pela dignidade, retidão e dedicação com que executava seu ofício de carpinteiro. E não porque porventura teria sido um agitador sindical.

Mas não, a CNBB (que alguns, aliás, já a chamam de "sindicato dos bispos") não consegue erguer seus olhos além da terra, não consegue olhar para o céu, não tem visão sobrenatural. Suas preocupações estão aqui, bem enraizadas nesse mundo, infelizmente. Vide as bizarras Campanhas da Fraternidade, que desviam completamente a atenção do povo para o que realmente significa a Quaresma.

"Virão dias - oráculo do Senhor Javé - em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor. Andarão errantes de um mar a outro, vaguearão do norte ao oriente; correrão por toda parte buscando a palavra do Senhor, e não a encontrarão" (Amós 8, 11-12).



Oração a São José para antes do trabalho (São Pio X)


Glorioso São José, modelo de todos os que se dedicam ao trabalho, obtende-me a graça de trabalhar com espírito de penitência para expiação de meus numerosos pecados; de trabalhar com consciência, pondo o culto do dever acima de minhas inclinações; de trabalhar com recolhimento e alegria, olhando como uma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons recebidos de Deus; de trabalhar com ordem, paz, moderação e paciência, sem nunca recuar perante o cansaço e as dificuldades; de trabalhar sobretudo com pureza de intenção e com desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos a morte e a conta que deverei dar do tempo perdido, dos talentos inutilizados, do bem omitido e da vã complacência nos sucessos, tão funesta à obra de Deus! Tudo por Jesus, tudo por Maria, tudo à vossa imitação, ó Patriarca São José! Tal será a minha divisa na vida e na morte. Amém.


segunda-feira, 16 de março de 2009

Campanha da Fraternidade 2009

Um interessante vídeo sobre a Campanha da Fraternidade 2009.

Vale a pena ver e refletir...




domingo, 2 de setembro de 2007

Grito dos Excluídos

Dia 07 de setembro acontece o "Grito dos Excluídos". A manifestação é projeto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como consta no número 129 do Projeto Rumo ao Novo Milênio: “O Grito dos Excluídos será celebrado anualmente, em nível nacional, no dia 7 de setembro, retomando preferencialmente o tema da Campanha da Fraternidade” (PRNM, CNBB, pág. 44).

Visitando o site do "Grito dos Excluídos", notamos que desse evento apoiado pelos Bispos Brasileiros (não todos obviamente, há heróicas excessões) também participam grupos que de católicos não tem absolutamente nada. Podemos citar o MST (organização comunista especializada em invadir propriedades alheias), a Marcha Mundial das Mulheres (grupo que apóia o lesbianismo e o aborto), a ONG feminista SOF, e o site Adital (site premiado pela CNBB que defende teses comunistas já condenadas pela Igreja e tem entre seus principais articulistas Leonardo Boff, o ex-frei Betto e o monge-de-camdoblé Marcelo Barros).

É um absurdo que a CNBB se una a tais grupos nesse evento que pode ser qualquer coisa, menos católico.

Mas, o "Grito dos Excluídos" é definido em seu site como "uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas".

E se é para "denunciar todas as situações de exclusão", creio que muitos outros excluídos - excluídos inclusive pela CNBB e pelo "Grito" - poderiam e deveriam dar seu grito...

  • Nosso Senhor Jesus Cristo, excluído do "credo dos excluídos"(* );
  • os católicos excluídos do conhecimento da Verdade, que vagam perdidos a buscá-la, mas sem encontrá-la na maioria das paróquias, pois estão contaminadas pelo relativismo da Teologia da Libertação;
  • os inocentes criminosamente excluídos precocemente do ventre materno e que não terão lugar nessa manifestação, pois organizações abortistas tomaram parte do "Grito";
  • os católicos excluídos de uma boa e santa confissão, pois um grande número de sacerdotes agem mais como psicólogos do que como administradores do Sangue de Cristo, parecem inclusive nem crer mais no sacramento que ministram (particularmente tenho um triste histórico de confissões completamente inválidas por defeito de forma, ou seja, sacerdotes que não dizem o mínimo necessário para a validade do sacramento: "Eu te absolvo dos teus pecados");
  • os católicos excluídos de uma celebração digna da Santa Missa conforme o Missal promulgado pelo Papa Paulo VI, pois é uma missão quase impossível encontrarmos uma Missa celebrada dignamente e conforme prescreve as rubricas do referido Missal;
  • os católicos excluídos da possibilidade de ter acesso a uma Santa Missa celebrada em Latim, conforme o expresso desejo do Concílio Vaticano II, de João Paulo II e de Bento XVI;
  • os católicos excluídos da celebração da Santa Missa conforme o Missal promulgado pelo papa São Pio V, cuja celebração foi completamente liberada por Bento XVI através do Motu Proprio Summorum Pontificum, infelizmente no Brasil esse documento vem sendo silenciado e as vezes até ironizado por boa parte do clero;
  • os católicos excluídos de um conhecimento claro da Fé Católica, pois a catequese de crianças, jovens e adultos está completamente infestada de modernismo e Teologia da Libertação;
  • os católicos excluídos de uma Quaresma piedosa e permeada de meditações sobre a Paixão de Nosso Senhor, pois no Brasil é mais importante tratarmos de amenidades terrenas do que do Sacrifício do Calvário, é mais importante preocupar-se com a devastação das Amazônia do que com a devastação que as almas sofrem pela falta da Verdade, pela falta de Cristo;
  • os católicos excluídos de uma vida paroquial normal, pois precisam se deslocar por grandes distâncias para ter uma boa confissão e/ou uma boa Missa;
  • as famílias tradicionais praticamente excluídas de nossa sociedade incentivadora da promiscuidade, do homossexualismo e do divórcio;
  • ...

Quem desejar, comente, deixe seu grito que incluirei na lista.


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(* ) Credo sugerido pela CNBB para as celebrações do "Grito dos Excluídos":

8. Proclamação de Fé e Esperança

Cremos em Deus, coração materno, criador do Céu e da Terra.
Cremos na força do mutirão e na força profética do povo organizado
Cremos na força dos pequenos que inventam e recriam, pois nosso Deus derruba do trono os poderosos.
Cremos num “trem de esperanças” quando o povo grita nas ruas.
Cremos no grito das mulheres exigindo respeito e dignidade.
Cremos no grito da criança, do adolescentes dos jovens.
Cremos no pão partilhado, nas alternativas de economia popular solidária,
Cremos no povo que resgata suas raízes. Por isso, cremos na mudança que vem dos pequenos e excluídos.
Creio em todos e em todas nós aqui presentes.
Cremos na comunhão fraterna entre Credos e Igrejas, acreditando que o ecumenismo vem na prática.
Cremos que as lutas de nossas comunidades e organizações são sementes do presente para germinar árvores de vida em abundância, e alegria no rosto de nossa gente!