quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Perspicaz propaganda pró-vida

Uma interessante e muito espirituosa propaganda pró-vida em vídeo foi criada e diviguldada pela instiuição americana CatholicVote.

Porque?

Ora, Obama é um abortista assumido! Tanto que apenas quatro dias depois de assumir a presidência dos EUA, assinou "uma ordem executiva que suspende a proibição imposta pelo ex-líder George W. Bush (2001-2009) ao uso de fundos do governo para subsidiar grupos que pratiquem ou auxiliem na prática do aborto no exterior". Em outras palavras, o governo de Obama vai patrocinar o assassinato de vidas inocentes no ventre materno...

Sendo assim, a CatholicVote utilizou de forma muito inteligente a imagem de Obama, abortista e visto ultimamente como o salvador de todas as aflições do mundo, para defender a vida!

Se a sra. Ann Dunham tivesse realizado um aborto, ficaríamos sem Barack Obama - o grande! Vejam só...

O texto do vídeo, em inglês, afirma o seguinte:



“O futuro dessa criança é um lar em pedaços
Ele será abandonado por seu pai
Sua mãe solteira vai ter dificuldades para criá-lo
Apesar dos desafios que ele vai enfrentar
Esta criança
Vai se tornar
O 1º presidente negro dos Estados Unidos
Vida: imagine o potencial”




terça-feira, 27 de janeiro de 2009

DECRETO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS REABILIDA BISPOS DA FSSPX

DECRETO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS

Com carta de 15 de Dezembro de 2008 endereçada a Sua Eminência o Sr. Cardeal Dario Castrillón Hoyos, Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, Mons. Bernard Fellay, também em nome dos outros três bispos consagrados em 30 de Junho de 1988, solicitava novamente a remoção da excomunhão latae sententiae formalmente declarada por Decreto do Prefeito desta Congregação para os Bispos em data de 1° de Julho de 1988. Na mencionada carta, Mosenhor Fellay afirma, entre outras coisas: “Estamos sempre firmemente determinados na vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Nós aceitamos os seus ensinamentos com ânimo filial. Acreditamos firmemente no Primado de Pedro e em suas prerrogativas, e por isso nos faz sofrer tanto a situação atual”.

Sua Santidade Bento XVI - paternamente sensível ao desconforto espiritual manifestado por pelos interessados por causa da sanção de excomunhão, e confiando no compromisso expresso por eles na cidade carta de não poupar esforço algum para aprofundar as questões ainda abertas em necessárias conversações com as Autoridades da Santa Sé, e poder assim chegar rapidamente a uma plena e satisfatória solução do problema existente em princípio, decidiu reconsiderar a situação canônica dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta, relativa a sua sagração episcopal.

Este ato expressa o desejo de consolidar as relações recíprocas de confiança, intensificar e fazer mais estáveis as relações da Fraternidade São Pio X com a Sé Apostólica. Este dom de paz, ao término das celebrações do Natal, aspira também a ser um sinal para promover a unidade na caridade da Igreja universal, e por seu meio, retirar o escândalo da divisão.

Desejando que este passo seja seguido sem demoras da plena comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, em testemunho de uma verdadeira fidelidade e de um verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa através da prova da unidade visível.

Conforme as faculdades que me foram expressamente concedidas pelo Santo Padre, Bento XVI, em virtude do presente Decreto, revogo dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfons de Galarreta a censura de excomunhão latae sententiae declarada por esta Congregação em 1 de julho de 1988 e declaro privado de efeitos jurídicos a partir do dia de hoje o Decreto então publicado.

Roma, Sagrada Congregação para os Bispos, 21 de janeiro de 2009.
Cardeal Giovanni Batista RePrefeito da Sagrada Congregação para os Bispos

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Novidades litúrgicas

A notícia abaixo é uma tradução bastante livre do blog Rorate Caeli.


Ignazio Ingrao, religioso correspondente do jornal italiano Panorama.

BENTO XVI MUDA A MISSA

O rito da Missa pode mudar. De acordo com alguns boatos, Bento XVI solicitou a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos um estudo para algumas modificações na liturgia. Em particular, o Papa disse ter intenção de restaurar o latim na fórmula da consagração da Eucaristia, mantendo o restante da Missa em vernáculo. O mesmo pode acontecer nas fórmulas do Batismo, Confirmação, Confissão e nos demais sacramentos. Não obstante, também mudaria o momento do "rito da paz", que hoje é antes da Comunhão, para o ofertório (como no rito Ambrosiano) o que evetitaria os distúrbios no recolhimento necessário para receber a Comunhão.

Essas mudanças seriam adicionadas às mudanças na liturgia e nos paramentos que Papa, juntamente com seu Mestre de Cerimônias Mons. Guido Marini, têm feito recentemente para recuperar antigas tradições: restauração do crucifixo no centro do altar, a distribuição da Comunhão para os fiéis na boca e de joelhos, o restabelecimento do báculo de Pio IX (the férula), a mudança no estilo do pallium, a restauração do trono papal usado no Consistório e a celebração da Missa versus Deum (como aconteceu em Janeiro na Capela Sistina).

Muitos Padres Conciliares acreditavam que essa seria, em suma, a reforma da Missa: na maior parte em vernáculo e o (e somente um) Cânon Romano continuaria em latim. De fato, a Constituição Sacrossanctum Concilium não parece prever o uso do vernáculo no Cânon.



Não sabemos até onde a notícia é verdadeira, mas é fato que o Papa sempre se mostrou incomodado com os rumos que a reforma liturgica tomou. Os exemplos citados por Ignazio Ingrao demonstram que Bento XVI tem trabalhado naquilo que ele, já bem antes de ser papa, afirmava ser necessário: uma reforma da reforma liturgica verdadeiramente de acordo com o desejo dos Padres do Concílio Vaticano II.

Vamos aguardar os próximos acontecimentos.

Rezemos pelos Santo Padre.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Beleza e silêncio na liturgia

Já comentei antes que esse blog não é exclusivamente sobre Liturgia, mas que posso fazer se o tema é tão belo e fascinante? =)

Em entrevista concedida a ZENIT, a professora de arte Cristina Langer falou sobre a beleza da liturgia. Ela tratou do mesmo tema em conferência no Simpósio Teológico comemorativo do centenário da diocese de Ribeirão Preto (São Paulo).

Recomendo a leitura completa dessa entrevista, mas aqui gostaria de ressaltar dois pontos.

Afirma a professora Cristina que "Na Liturgia a beleza é o próprio motivo pelo qual a celebração se dá: para Deus, com Ele e Nele. Qualquer motivo que não seja este esconde a Beleza presente ao invés de revelá-la".

Eis um conceito que está bastante deturpado atualmente: a Missa é para Deus, com Deus e em Deus. Hoje, por má fé ou por má formação, muitas vezes se celebra a Missa pensando-se mais em agradar o povo do que a Deus, esquecendo do fim principal dela.

E, conforme afirma a professora Cristina, quando tristemente se perde essa referência, ou melhor, quando se troca essa referência, quando Deus deixa de ser o centro, toda a beleza da liturgia se esvai...

Esse ponto me fez lembrar algo que li na biografia do Papa escrita pelo vaticanista Andrea Tornielli: "Bento XVI - O Guardião da Fé". Nesse livro o autor cita vários trechos de livros escritos pelo então cardeal Jospeh Ratzinger, sendo que a citação abaixo consta em sua autobiografia (o destaque é meu):

"Deste modo, desenvolveu-se, de fato, a impressão de que a liturgia seja 'feita', que não seja algo cuja existência nos precede, algo que nos 'é dado', mas algo que depende das nossas decisões. Disto se segue, como consequência, que não se reconheça essa capacidade de decisão só aos especialistas ou a uma autoridade central, mas que, definitivamente, qualquer 'comunidade' queira se dar uma liturgia própria. Mas, quanda uma liturgia é algo que qualquer um faz por si mesmo, então desaparece aquela que é a sua verdadeira qualidade: o encontro com o mistério, que não é um produto nosso, mas a nossa origem e a fonte da nossa vida."

Essa perda da noção de mistério da Missa, de sua sacralidade e de que é, como ressalta Joseph Ratzinger, algo que nos precede, que não podemos manipulá-la livremente, pois a recebemos da Igreja, de Deus!, tem reflexos terríveis na fé do povo e na própria compreensão do que seja a Missa.

Por uma péssima interpretação da reforma desejada pelo Concílio Vaticano II e das possibilidades de escolha oferecidas pelo atual Missal, o que tem ocorrido com extrema frequência são liturgias criadas a partir de preferências do sacerdote, do liturgista ou do povo; menos liturgias conforme "nos foi dado" por aquela que é quem de fato determina o que deve e o que não deve ser feito: a Igreja.

Conforme tem sido feito, a beleza e o mistério da Missa desaparece... E o que fica? Ou melhor, o que substitui o mistério, "fonte de nossa vida"? Sim, porque o essencial da Missa sendo retirado ela deixa de atrair as almas, pois é Cristo elevado quem atrai (Jo 12,32). Ainda que a Eucaristia ainda esteja lá, tanto entulho é jogado sobre ela, que acaba por se perder suas inúmeras graças. Seria impossível listar aqui o que se antepõe à Eucaristia, tamanhã a criatividade aliada a desobediência: músicas barulhentas e muitas vezes heréticas, teatros, danças, confraternizações com "a pessoa que está do seu lado", etc... etc.. etc... E Deus? Se perdeu em meio a tanta criatividade...

"A liturgia não se tornará nova, pessoal e verdadeira, através de invenções de palavras e brincadeiras banais, mas sim pela coragem dos que se põe a caminho para alcançar o Imenso; aquilo que, através do rito, desde sempre nos precedeu e que nós nunca conseguiremos apanhar." (Introdução ao espírito da liturgia, Joseph Ratzinger, pg. 126, ed. Paulinas).

Um outro aspecto levantado pela professora Cristina diz respeito ao silêncio: "A própria Liturgia tem na sua sequência uma série de momentos de silêncio, que não são espaços vazios de tempo, mas espaços de tempo repletos da Presença. Ao preencher estes momentos com músicas ou palavras supérfluas, encobrimos o Essencial".

E como as músicas têm preenchido a liturgia... Músicas tem substituido até trechos que não poderiam ter suas letras alteradas, como o Glória e o Pai-Nosso! Ou ainda, quantas músicas são cantadas nas Missas com letras absolutamente heréticas! Cria-se até Missas para agradar gostos específicos, eu mesmo já tive a infeliz experiência de assistir a uma Missa Heavy-Metal.

Prova de que o essencial, Cristo, se perdeu é o fato de ser muito comum alguém afirmar que prefere essa ou aquela Missa por que "a banda é boa" ou o "padre é mais animado". Será que é isso que deve nos atrair na liturgia?

Cabe registrar aqui mais algumas das sempre sábias palavras do então Cardeal Ratzinger:

"O silêncio [na liturgia] deve ser um silêncio pleno, mais do que apenas a ausência de palavra e de ação. O que nós esperamos da liturgia é precisamente que ela nos dê tal silêncio positivo - o silêncio que não é apenas uma pausa, cheia de pensamentos e desejos, mas sim o momento de contemplação, que nos ofereça paz interior, que nos deixe respirar e que descubra o essencial que se encontra oculto. Por isso mesmo é impossível 'fazer' simplesmente silêncio, prescrevê-lo como uma outra ação. Não é por acaso que hoje se procuram tantos exercícios de meditação: é o surgimento de uma necessidade humana que não encontra satisfação na forma atual da liturgia" (Introdução ao espírito da liturgia, Joseph Ratzinger, pg. 154, ed. Paulinas).

Por fim, mais do mesmo para fechar:

"Cada vez menos é Deus que se encontra em destaque, cada vez mais importância ganha tudo o que as pessoas aqui reunidas fazem e que em nada se querem submeter a um 'esquema prescrito'." (Introdução ao espírito da liturgia, Joseph Ratzinger, pg. 59, ed. Paulinas).

quarta-feira, 18 de junho de 2008

De joelhos!

Diante de 70 mil pessoas, o papa Bento XVI fez história domingo durante a celebração de uma missa em Brindisi (...) No momento da comunhão, o pontífice restaurou o costume de entregar a hóstia consagrada aos fiéis ajoelhados.

Quando os católicos comemoraram e os modernistas estrebucharam pela eleição de Joseph Ratzinger como sucessor de João Paulo II, sabiam bem o que estavam fazendo!

Depois de liberar a celebração da Missa de São Pio V, o papa Bento XVI trabalha agora na restauração da comunhão de joelhos. Leia a notícia completa!

Apenas ressaltando que, ao contrário do que afirma a notícia, o papa não está exatamente restaurando a comunhão de joelhos porque ela nunca foi abolida. Ainda é a forma ordinária, infelizmente o que era pra ser uma excessão - a comunhão de pé e na mão - virou regra (como outras coisas no pós-concílio...).

Não encontrei a homilia do papa onde ele teria afirmado que vê urgência no retorno da comunhão de joelhoes e na boca. Mas se ele (ainda) não afirmou isso realmente, já tem dado o exemplo na prática! Visto que na Solenidade de Corpus Christi Bento XVI fez o mesmo: pra quem comungou com ele, de joelhos e diretamente na boca! Fotos abaixo.

E podem anotar, o próximo passo é restaurar a posição do altar; incentivando que a Missa seja celebrada "versus Deum" novamente!

Tudo isso faz parte de um dos compromissos principais do pontificado de Bento XVI, interpretar e aplicar corretamente o Concílio Vaticano II (o que inclui uma reforma litúrgica realmente de acordo com o que pediu o Concílio).


Na Missa de Corpus Christi - 22/05/2008:







Na Missa de sua visita pastoral a Brindisi (Itállia) - 14/06/2008:






Na Missa de sua visita pastoral a Santa Maria di Leuca (Itállia) - 15/06/2008:




segunda-feira, 16 de junho de 2008

Diga-me com quem andas...

O senhor Orlando Fedeli, fundador da Associação Cultural Montfort, na ânsia de atacar o inatacável - ou seja, um Concílio legítimo da Igreja Católica - deixa evidente mais uma vez por qual "exército está lutando e pra onde está mirando sua espada" (pra usar expressões caras ao mesmo).

Como costuma fazer em suas análises do Concílio Vaticano II, se utiliza de declarações de hereges modernistas para tentar provar o quão daninho teria sido o referido Concílio para a vida da Igreja.

Enquanto bispos e teólogos de reconhecida ortodoxia defendem o Concílio e lutam por uma interpretação correta do mesmo, isso sem falar nos papas, Orlando Fedeli prefere colher opiniões de modernistas para fundamentar seus ataques à Igreja (basta uma lida atenta do seu site para verificar que ele, de fato, acaba atacando a Igreja e sua hierarquia).

Sobre o ocorrido, remeto-vos a uma lúcida análise feita por Jorge Ferraz em seu blog: "Quando os hereges são seguidos..."

terça-feira, 10 de junho de 2008

Castidade e fidelidade - a melhor forma de combater a AIDS


VATICANO, 30 Mai. 08 / 07:00 pm (ACI).- Em uma mensagem dirigida ao novo Embaixador de Uganda ante a Santa Sé, Nyine S. Bitahwa, o Papa Bento XVI elogiou a política para prevenir a transmissão do HIV / AIDS do país africano que, contrariando as imposições da ONU que exigem promover o sexo livre e o preservativo, obteve o índice mais bem-sucedido de redução da difusão da pandemia mediante a promoção da fidelidade e a abstinência.

No discurso escrito que entregou esta manhã, o Pontífice elogia a Uganda "os frutos nos setores da educação, o desenvolvimento e a sanidade, sobre tudo na luta contra o AIDS, assim como a atenção emprestada aos afetados e a afortunada política de prevenção apoiada na continência e a promoção da fidelidade no matrimônio".

O Papa elogia também a Uganda pela "culminação do esforço para formalizar acordos de paz que põem fim a longos anos de guerra marcados por uma violência cruel e insensata" e auspicia que "todos os refugiados retornem logo a seus lares para reatar uma existência pacífica e produtiva".


Uganda prova na prática que a Igreja Católica - como sempre, diga-se - está correta em rejeitar distribuição massiva de preservativos como forma de combate à transmissão da AIDS.

No fundo, distribuir preservativos é como dizer: "Façam sexo à vontade! Não se respeitem, não respeitem seus esposos, seu matrimônio, nem as pessoas ao seu redor. Façam sexo livremente!"

Não faltam aqueles que afirmam que essa postura da Igreja é loucura, chegam até a afirmar que Ela terá de prestar contas das vidas que se perdem por terem se contaminado com o HIV.

Não percebem que a orientação da Igreja Católica contra o preservativo é consequência de seu ensino sobre a castidade e a fidelidade matrimonial. Sexo só após o casamento. Após o casamento, fidelidade. Simples!

Sem sexo pré-matrimonial, sem HIV (uso de drogas injetáveis, erro em transfusão de sangue, etc., são outros problemas). Fidelidade conjugal, sem HIV. É a totalidade da moral católica sobre o tema que seus críticos não querem ver. Ou fingem não ver...

Além do mais, quem em nada está preocupado com castidade e fidelidade matrimonial, será que terá escrupulos em utilizar preservativos porque a Igreja o proíbe? Se esses realmente atentassem para o que Ela ensina, estariam se preservando para o matrimônio e seriam fiéis quando nele chegassem.

Castidade e fidelidade tem sido a tônica da campanha de combate a AIDS em Uganda. E esse tem sido o país mais bem sucedido na luta contra essa doença!

Que o mundo e a ONU aprendam com este exemplo!

Eis abaixo um cartaz em Uganda:



"Sex can wait, but my future can't - Abstain and avoid HIV/AIDS"


"Sexo pode esperar, meu futuro não pode - Abstenha-se e evite HIV/AIDS"






quinta-feira, 5 de junho de 2008

Pedidos dos filhos

Pedidos dos filhos

Dom Orlando Brandes - Arcebispo de Londrina


Os filhos pedem a seus pais e educadores vinte solicitações.

1. Não tenham medo de ser firmes comigo. Sua firmeza me dá segurança.

2. Não me tratem com excesso de mimo. Nem tudo o que eu peço me convém.

3. Não me corrijam na frente de outras pessoas. Isso me revolta.

4. Não permitam que eu forme maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo e o que é errado.

5. Não façam promessas apressadas. Sinto-me mal quando as promessas não são cumpridas.

6. Não me sufoquem com suas preocupações. Eu também preciso aprender com o sofrimento e com os erros.

7. Não sejam falsos comigo. A falsidade faz eu perder a fé em vocês.

8. Não me incomodem com ninharias. Irei fazer-me de surdo.

9. Não dêem a impressão de serem perfeitos, infalíveis. O choque será muito grande quando eu descobrir seus defeitos.

10. Não deixem sem respostas minhas perguntas. Do contrário, deixarei de fazê-las e buscarei informações em outros lugares.

11. Não se sintam humilhados ao ter que pedir desculpas. O perdão me aproxima de vocês.

12. Não digam que minhas preocupações e problemas são tolices. Tentem compreender-me. Ficarei mais sereno.

13. Não esqueçam que estou crescendo e mudando rapidamente. Tentem acertar o passo comigo.

14. Não me comprem presentes. O melhor presente é a presença de vocês. Com vocês sinto-me seguro, forte, amado.

15. Acolham-me desde a fecundação, alimentem-me com aleitamento materno, dêem-me colo, toquem-me porque preciso de tudo isto para crescer saudável e equilibrado.

16. Preciso de um pai forte e amigo, de uma mãe equilibrada e feliz. Seu jeito de ser é que fica marcado em mim. Poderei esquecer suas palavras, não esquecerei seus gestos.

17. Não imponham nem direcionem minha profissão e vocação. Podem aconselhar-me, mostrar-me suas razões, mas deixem-me a liberdade de escolher.

18. Se vocês se amam eu me sinto amado por vocês. Se vocês brigam, não dialogam, não se perdoam, eu me sinto um órfão de pais vivos.

19. Porque vocês foram fracos no bem, eu agora sou forte no mal. Se vocês são pais despreparados eu cresço desequilibrado.

20. Se vocês não me elogiarem, se me castigarem injustamente, se não me ensinarem a rezar, se satisfizerem todos os meus desejos, vocês estragam minha vida.

Os filhos aprendem imitando. Daí a necessidade do casal se querer bem e dar bom exemplo. Dizia um filho aos pais: "peço que vocês me amem quando eu não mereço, porque é aí que eu mais preciso ser amado." Nada disso é fácil. O nascimento dos filhos traz grandes mudanças na família. Os cônjuges esquecem de ser esposos, trocam os papeis, e começam a ser somente pais. Apegar-se aos filhos e esquecero cônjuge é um perigo. O primeiro amor na família é sempre o amor conjugal, depois o amor filial.

Além disso, temos pais agressivos e pais permissivos, mas precisamos de pai e mãe participativos. Os pais apegados aos filhos sofrem demais quando eles devem deixar o lar. Os desequilíbrios dos filhos levam ao desajuste do casal e vice-versa. Os pais conscientes tratam os filhos conforme a idade que eles têm. É preciso saber mudar de marcha. Pais ajustados, filhos equilibrados.

Um filho escreveu para seus pais: "Eu sou forte no mal porque vocês foram fracos no bem. Por isso estou preso". Os pais nunca podem abdicar do diálogo, devemestar abertos em buscar soluções e aceitar ajuda. Ninguém é infalível. Os pais aprendem com os filhos, mas devem sempre colocar limites e apresentar valores. Lares sem disciplina criam filhos folgados e onipotentes que se tornam delinqüentes. É a tirania dos filhos sobre os pais.

Temos hoje a "família filiarcal" que sucedeu à família matriarcal e depois à patriarcal. Filiarcalismo é fazer dos filhos pequenos deuses. Eles não ajudam em nada nos trabalhos da casa, deixam roupas sujas em cada canto, só comem o que querem, dominam os pais que se tornam seus escravos e reféns. Pais permissivos são mais prejudiciais que os autoritários.

Os filhos emitem sintomas que sinalizam a presença de problemas familiares. Quando os pais vão mal os filhos entram em ansiedade. Hoje a grande tentação é resolver as crises com o "divórcio fácil". É preciso crer nas soluções, na reorganização da família. O filho problema pode tornar-se o melhor. A ovelha negra se torna uma benção, quando recorremos a Deus, ao perdão, ao diálogo, à disciplina. Quem olha as soluções não cai nas acomodações. Os heróis se forjam nas carências e crises.

A arte de ser bons pais começa já no útero materno. A preparação para a missão de ser pai e mãe é assunto do namoro e noivado. Pais despreparados, filhos desequilibrados; pais ausentes, filhos delinqüentes; pais permissivos, filhos onipotentes; pais omissos, filhos rebeldes. Carregamos dentro de nós a criança que fomos no passado. Vale a pena investir no casal para que os filhos cresçam sadios, seguros e amorosos. A família é a esperança da sociedade e o futuro do mundo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

São Francisco de Assis!


Hoje é dia de São Francisco de Assis!


São Francisco foi o primeiro santo que tive "contato", que li a biografia, ao retornar à Igreja. Ele é, na minha opinião, o maior exemplo de seguimento de Nosso Senhor que já existiu!


Segue uma pequena biografia de São Francisco.


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São Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios.

Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.

Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".

Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.

Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."

A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.

A Ordem Francisca cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.

Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.

Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.

Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.

Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.

domingo, 2 de setembro de 2007

Grito dos Excluídos

Dia 07 de setembro acontece o "Grito dos Excluídos". A manifestação é projeto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como consta no número 129 do Projeto Rumo ao Novo Milênio: “O Grito dos Excluídos será celebrado anualmente, em nível nacional, no dia 7 de setembro, retomando preferencialmente o tema da Campanha da Fraternidade” (PRNM, CNBB, pág. 44).

Visitando o site do "Grito dos Excluídos", notamos que desse evento apoiado pelos Bispos Brasileiros (não todos obviamente, há heróicas excessões) também participam grupos que de católicos não tem absolutamente nada. Podemos citar o MST (organização comunista especializada em invadir propriedades alheias), a Marcha Mundial das Mulheres (grupo que apóia o lesbianismo e o aborto), a ONG feminista SOF, e o site Adital (site premiado pela CNBB que defende teses comunistas já condenadas pela Igreja e tem entre seus principais articulistas Leonardo Boff, o ex-frei Betto e o monge-de-camdoblé Marcelo Barros).

É um absurdo que a CNBB se una a tais grupos nesse evento que pode ser qualquer coisa, menos católico.

Mas, o "Grito dos Excluídos" é definido em seu site como "uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas".

E se é para "denunciar todas as situações de exclusão", creio que muitos outros excluídos - excluídos inclusive pela CNBB e pelo "Grito" - poderiam e deveriam dar seu grito...

  • Nosso Senhor Jesus Cristo, excluído do "credo dos excluídos"(* );
  • os católicos excluídos do conhecimento da Verdade, que vagam perdidos a buscá-la, mas sem encontrá-la na maioria das paróquias, pois estão contaminadas pelo relativismo da Teologia da Libertação;
  • os inocentes criminosamente excluídos precocemente do ventre materno e que não terão lugar nessa manifestação, pois organizações abortistas tomaram parte do "Grito";
  • os católicos excluídos de uma boa e santa confissão, pois um grande número de sacerdotes agem mais como psicólogos do que como administradores do Sangue de Cristo, parecem inclusive nem crer mais no sacramento que ministram (particularmente tenho um triste histórico de confissões completamente inválidas por defeito de forma, ou seja, sacerdotes que não dizem o mínimo necessário para a validade do sacramento: "Eu te absolvo dos teus pecados");
  • os católicos excluídos de uma celebração digna da Santa Missa conforme o Missal promulgado pelo Papa Paulo VI, pois é uma missão quase impossível encontrarmos uma Missa celebrada dignamente e conforme prescreve as rubricas do referido Missal;
  • os católicos excluídos da possibilidade de ter acesso a uma Santa Missa celebrada em Latim, conforme o expresso desejo do Concílio Vaticano II, de João Paulo II e de Bento XVI;
  • os católicos excluídos da celebração da Santa Missa conforme o Missal promulgado pelo papa São Pio V, cuja celebração foi completamente liberada por Bento XVI através do Motu Proprio Summorum Pontificum, infelizmente no Brasil esse documento vem sendo silenciado e as vezes até ironizado por boa parte do clero;
  • os católicos excluídos de um conhecimento claro da Fé Católica, pois a catequese de crianças, jovens e adultos está completamente infestada de modernismo e Teologia da Libertação;
  • os católicos excluídos de uma Quaresma piedosa e permeada de meditações sobre a Paixão de Nosso Senhor, pois no Brasil é mais importante tratarmos de amenidades terrenas do que do Sacrifício do Calvário, é mais importante preocupar-se com a devastação das Amazônia do que com a devastação que as almas sofrem pela falta da Verdade, pela falta de Cristo;
  • os católicos excluídos de uma vida paroquial normal, pois precisam se deslocar por grandes distâncias para ter uma boa confissão e/ou uma boa Missa;
  • as famílias tradicionais praticamente excluídas de nossa sociedade incentivadora da promiscuidade, do homossexualismo e do divórcio;
  • ...

Quem desejar, comente, deixe seu grito que incluirei na lista.


_____________________________________

(* ) Credo sugerido pela CNBB para as celebrações do "Grito dos Excluídos":

8. Proclamação de Fé e Esperança

Cremos em Deus, coração materno, criador do Céu e da Terra.
Cremos na força do mutirão e na força profética do povo organizado
Cremos na força dos pequenos que inventam e recriam, pois nosso Deus derruba do trono os poderosos.
Cremos num “trem de esperanças” quando o povo grita nas ruas.
Cremos no grito das mulheres exigindo respeito e dignidade.
Cremos no grito da criança, do adolescentes dos jovens.
Cremos no pão partilhado, nas alternativas de economia popular solidária,
Cremos no povo que resgata suas raízes. Por isso, cremos na mudança que vem dos pequenos e excluídos.
Creio em todos e em todas nós aqui presentes.
Cremos na comunhão fraterna entre Credos e Igrejas, acreditando que o ecumenismo vem na prática.
Cremos que as lutas de nossas comunidades e organizações são sementes do presente para germinar árvores de vida em abundância, e alegria no rosto de nossa gente!